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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

07/06/2017 14:59

Pressionada por servidores, base aliada atua como oposição ao governo

Deputados formaram comissão para intermediar negociação que, para o Executivo, não tem razão de existir.

Leonardo Rocha
Pressionados pelos servidores públicos, aliados do governo reforçam oposição. (Foto: Victor Chileno/ALMS)Pressionados pelos servidores públicos, aliados do governo reforçam oposição. (Foto: Victor Chileno/ALMS)

Protestos que movimentaram a Assembleia Legislativa nesta semana evidenciam fragilidades na base aliada do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Com servidores reclamando em plenário após o anúncio de reajuste salarial zero este ano, parlamentares saíram em defesa do funcionalismo e se viram pressionando o tucano – o Parlamento montou, inclusive, uma comissão para levar os pedidos à Governadoria.

A situação econômica do Executivo levou o governo ao "reajuste zero", apenas mantendo abono salarial definido em negociação anterior. Medida necessária, por exemplo, para o Estado não ultrapassar o limite de gastos com a folha de pessoal, previsto pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Apesar da posição firmada e de contar com a maioria na Assembleia – 19 dos 24 deputados –, a base aliada fracassou na defesa do "reajuste zero". Preferiu, diante da pressão, "intermediar" uma nova reunião entre as categorias e Azambuja.

O líder do Governo, Rinaldo Modesto (PSDB), reconhece que, na terça-feira (6), dia dos protestos no plenário, em função da "pressão e tensão" na Assembleia os deputados optaram por formar uma comissão. "A equipe do governo já tinha explicado, mas eles (servidores) queriam uma reunião direta com o governador, então preferiram fazer esta mediação".

Rinaldo contemporiza sobre eventual "falta de pulso" da base aliada, dizendo que a intenção era ajudar na negociação. "Não faltou apoio ao governador, mas, em função do clima tenso, foi sugerida a comissão para intermediar o assunto".

Na oportunidade, foi Paulo Siufi (PMDB) quem propôs a formação da comissão, sugestão que foi aceita por todos os líderes dos blocos partidários, tanto da base como da oposição ao governo, restrita aos 4 petistas e o peemedebista Siufi, que se diz independente, mas seu partido apóia o governo.

E não faltam discursos para justificar a posição do Parlamento. O líder do PMDB, Eduardo Rocha, por exemplo, diz que esta "mediação" já ocorria nos governos anteriores. "Mesmo tendo maioria, os deputados sempre contribuíram na discussão do reajuste com o governo, desde a época do (ex-governador) André (Puccinelli)", de quem também é um fervoroso aliado.

Suplente, Carlos Alberto David, o coronel David (PSC), só assumiu na Assembléia graças ao convite que o governador fez ao titular da vaga, José Carlos Barbosa, o Barbozinha, (PSB), para comandar a Secretaria de Segurança Pública. David, no entanto, atua como opositor ao "reajuste zero" proposto pelo governo. "Solicitei que negociações sejam reabertas", diz o "aliado".

A comissão que pretende convencer o governador Reinaldo Azambuja a refazer suas contas para atender algumas categorias do funcionalismo, como especificamente a Polícia, é formada por Renato Câmara (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Coronel David (PSC), Mara Caseiro (PSDB) e Cabo Almi (PT). Em tese, a maioria, Câmara, David e Caseiro, apoiam o governo do Estado. 

 



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