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Política

“Que vivam para as outras gerações”, diz vereadora sobre tombamento de parques

Câmara terá seminário para discutir projeto em junho, no Dia Mundial do Meio Ambiente

Aline dos Santos | 19/05/2023 12:03
"São três parques diferentes, mas o cuidado com um influencia no outro", diz Luiza Ribeiro. (Foto: Marcos Maluf)
"São três parques diferentes, mas o cuidado com um influencia no outro", diz Luiza Ribeiro. (Foto: Marcos Maluf)

Autora de projeto de lei para tombamento do Parque dos Poderes, Parque das Nações Indígenas e Parque dos Poderes, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) afirma que a medida é representativa de uma ideia que já vem de uma década, com a sociedade mais consciente sobre a proteção de áreas verdes.

“São três parques diferentes, mas o cuidado com um influencia no outro. E impõe que a gente faça a proteção do conjunto ambiental todo. Esse projeto de lei é em razão de toda uma movimentação que se iniciou no ano de 2012 sobre a proteção do Parque dos Poderes. Não é um desejo novo da cidade, não é algo que se inventou agora, agora veio o projeto de lei. A gente quer que isso viva para as outras gerações”, diz a vereadora, que visitou o Campo Grande News nesta sexta-feira (dia 19).

Em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Câmara Municipal de Campo Grande vai sediar seminário sobre a necessidade do tombamento para proteção do meio ambiente (flora, fauna, nascentes), além de debater importância histórica e cultural dos parques. A programação também vai detalhar a situação jurídica do projeto. A parlamentar defende que a preservação das áreas é fundamental para evitar enchentes.

“Com esse local sendo protegido, vai ser muito importante para não provocar mais enchentes no chamado lado baixo da cidade. Na consideração dos ambientalistas, já teve muita extração desnecessária. Então, todas essas questões mobilizaram a apresentação do projeto de lei”, destaca a vereadora.

O complexo tem as seguintes áreas: Parque dos Poderes (2.435 metros quadrados), Parque das Nações Indígenas (116 hectares) e Parque do Prosa (135 hectares).

O tombamento, o ato em que os parques serão inscritos no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico Campo Grande, é para frear novos desmatamentos. Desta forma, ficaria proibida a supressão vegetal nas áreas que compõem os imóveis tombados, sendo especialmente vedados nas áreas em que haja mata nativa.

Vereadora Luiza Ribeiro durante visita ao Campo Grande News nesta sexta-feira. (Foto: Marcos Maluf)
Vereadora Luiza Ribeiro durante visita ao Campo Grande News nesta sexta-feira. (Foto: Marcos Maluf)

Fila da educação - De volta à Câmara desde janeiro, Luiza Ribeiro também traz a bandeira da educação, principalmente para cobrar a conclusão de 12 obras de escolas de educação infantil que estão paradas.

A vereadora é autora da lei que determina que a Semed (Secretaria Municipal de Educação) publique anualmente a fila de espera por vagas na faixa etária de seis meses a três anos. No celular, ela mostra o arquivo mais recente, datado de março, que preenche 504 páginas e traz 8.736 crianças na fila de espera.

“Nós precisamos zerar essa fila de espera. Quando precisamos zerar? Agora, o tempo da criança não para. Cada dia que ela está afastada dessa oportunidade de educação, ela está perdendo. Para zerar essa fila, precisamos de mais 40 escolas de educação infantil. Temos que mobilizar a sociedade”, diz a parlamentar. Luiza Ribeiro já foi vereadora de Campo Grande de 2013 a 2016

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