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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

22/06/2016 14:06

Senadores e prefeito cobram de ministro permanência do Exército na fronteira

Michel Faustino
Senadores de MS e o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (PDT), em audiência com o ministro da Defesa Raul Jungmann. (Foto: Divulgação)Senadores de MS e o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (PDT), em audiência com o ministro da Defesa Raul Jungmann. (Foto: Divulgação)

Senadores da bancada de Mato Grosso do Sul  e o prefeito Paulo Duarte (PDT) reforçaram ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante reunião nesta quarta-feira (22), a necessidade da manutenção da 18ª Brigada de Infantaria e da 18ª Companhia de Comunicações do Exército em Corumbá, município a 419 quilômetros de Campo Grande. A preocupação incorre depois que o Exército anunciou o fechamento das duas unidades que guarnecem a fronteira com a Bolívia.

“A notícia de que os contingentes podem ser desativados pegou o município de surpresa, deixando a população extremamente preocupada”, revelou Paulo Duarte. Ele chama a atenção para a grande extensão territorial de Corumbá, a segurança na fronteira e o significado histórico da presença do Exército no município.

Duarte explicou que há cerca de dois anos o Exército lhe havia solicitado uma área maior para a expansão geográfica dos contingentes militares.

“Nós, inclusive, providenciamos a nova área, devida e legalmente, e, agora, somos surpreendidos com a notícia de que os contingentes serão desativados”, lamentou o prefeito.

O coordenador da bancada sul-mato-grossense,senador Waldemir Moka (PMDB) explicou ao ministro Jungmann a importância da manutenção daqueles contingentes em Corumbá. De acordo com Moka, é fundamental que, para a tomada de uma decisão desse porte, seja levada em consideração a segurança da fronteira.

Simone Tebet (PMDB) destacou ao ministro a necessidade de manutenção das referidas unidades, diante da instabilidade quando a segurança vivida na fronteira e sua importância geográfica.

“O município tem importância estratégica para o Brasil, mesmo, muito além da questão específica do Mato Grosso do Sul, e a presença do Exército, no local, empresta indispensável sensação de segurança à fronteira”, comenta.

O senador Pedro Chaves (PSC) lembrou que a cidade de Corumbá é uma fronteira seca, extremamente perigosa, por ser uma das principais portas de entrada do tráfico de drogas no Estado. “Diante deste cenário, evidenciamos a necessidade extrema de manutenção das guarnições do Exército, no município, justamente o que viemos pedir ao ministro da Defesa”, disse.

O ministro Raul Jungmann tranquilizou os parlamentares afirmando que, por enquanto, não existe nenhuma decisão findada sobre esse assusnto.

“Nenhuma decisão será tomada a respeito da desativação das guarnições do Exército em Corumbá sem que nova conversa aconteça com os senhores senadores e deputados federais de Mato Grosso do Sul”, afirmou o titular da Defesa.

Participaram da audiência, além de Moka, os senadores Pedro Chaves e Simone Tebet (PMDB). O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) se fez representar por sua assessoria, em virtude da impossibilidade de comparecer pessoalmente. O ministro Jungmann estava acompanhado de assessor parlamentar vinculado ao Exército.

Matéria editada às 16h30 para acréscimo de informações*

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