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Política

“Temos a absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, diz TSE

Presidente do tribunal afirma que dificuldades foram superadas; Flávio Bolsonaro anuncia contestação

Por Gustavo Bonotto | 25/10/2026 22:01
“Temos a absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, diz TSE
O ministro Kassio Nunes Marques, durante a apresentação final do Tribunal sobre as eleições 2026. (Foto: Leobark Rodrigues/TSE)

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na noite deste domingo (25) que a eleição presidencial ocorreu com segurança, apesar das dificuldades provocadas pela prorrogação do horário de votação em parte do país. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, depois da confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma noite, o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou que pretende pedir a anulação do resultado por discordar da condução do segundo turno.

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O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a eleição presidencial foi segura, apesar da prorrogação da votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após pedido da campanha de Lula, reeleito. Das 499.248 urnas, 1.551 foram substituídas, e nenhuma seção recorreu ao voto manual. O teste de integridade não apontou divergências. Flávio Bolsonaro disse não reconhecer a derrota e pretende pedir a anulação do segundo turno, sem apresentar provas de irregularidades.

“Temos a absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques. O ministro explicou que a decisão de estender a votação exigiu mudanças na transmissão dos resultados, mas afirmou que as equipes técnicas conseguiram superar os problemas sem comprometer a contagem dos votos.

A controvérsia começou quando o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prorrogação da votação até as 19h, no horário de Brasília, diante de relatos de dificuldades no transporte público, principalmente em São Paulo e na Bahia. A decisão atendeu a um pedido da campanha de Lula, apresentado quando parte das seções eleitorais já havia encerrado as atividades.

Diante da impossibilidade de reabrir urnas fechadas, Zanin esclareceu que a extensão seria aplicada somente aos locais onde a votação ainda estava em andamento. O TSE também suspendeu temporariamente o recebimento dos boletins de urna, a soma dos votos e a divulgação dos resultados até as 19h.

Nunes Marques explicou que a mudança de última hora criou dificuldades operacionais para a Justiça Eleitoral. O bloqueio dos boletins provocou um acúmulo de informações nos sistemas, o que exigiu medidas para evitar problemas no processamento dos dados. Segundo o presidente do tribunal, a situação foi resolvida pelas equipes responsáveis pela apuração.

O ministro também apresentou números sobre o funcionamento dos equipamentos. Das 499.248 urnas eletrônicas utilizadas no segundo turno, 1.551 precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,31% do total. Nenhuma seção eleitoral precisou recorrer à votação manual.

Outro dado divulgado pelo TSE foi o resultado do teste de integridade realizado neste domingo. A auditoria comparou 389 votos registrados em cédulas de papel com aqueles contabilizados por duas urnas eletrônicas. Não houve divergência entre os resultados, segundo a Justiça Eleitoral. O procedimento foi acompanhado por representantes de instituições responsáveis pela fiscalização.

Contestação - Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece a derrota e pretende recorrer à Justiça Eleitoral. O senador questionou a prorrogação do horário de votação e alegou que a medida teria criado condições diferentes para eleitores de determinadas regiões. Também levantou suspeitas sobre procedimentos de fiscalização da apuração, sem apresentar provas que confirmassem irregularidades.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, declarou o candidato, que anunciou a intenção de solicitar a anulação do segundo turno. Até então, o pronunciamento não havia esclarecido quais medidas seriam apresentadas à Justiça nem os elementos que sustentariam o pedido.

Em Mato Grosso do Sul, a prorrogação não alterou o encerramento da votação. As urnas já haviam sido fechadas às 16h, no horário local, quando a decisão começou a circular. Mesmo assim, a divulgação dos resultados no Estado precisou aguardar a liberação nacional, às 18h, conforme informou o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).