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Lado Rural

Lavouras de milho em MS têm baixa adesão ao controle biológico de pragas

Levantamento aponta uso da técnica em 27% da área pesquisada, apesar da adoção de manejo integrado

Por Gustavo Bonotto | 26/10/2026 22:23
Lavouras de milho em MS têm baixa adesão ao controle biológico de pragas
Pé de soja atacado pela ferrugem-asiática nos primeiros estágios da planta. (Foto: Arquivo/Embrapa)

O controle biológico de pragas ainda é pouco utilizado nas lavouras de milho no âmbito estadual. Levantamento da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul) mostra que apenas 27% da área pesquisada na segunda safra 2025/2026 utiliza agentes biológicos para combater insetos e outros organismos que prejudicam a produção. Nos 73% restantes, a técnica não foi adotada.

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Levantamento da Aprosoja de Mato Grosso do Sul mostra que apenas 27% da área pesquisada de milho segunda safra 2025/2026 usa controle biológico de pragas, enquanto 73% não adotam a técnica. Foram identificadas 98 propriedades que utilizam o método e 407 que não o aplicam. Entre as adeptas, 88% usam em toda a lavoura. O manejo integrado de pragas, porém, está presente em 99,6% da área. A pesquisa integra o projeto Siga-MS.

Durante as visitas, os técnicos identificaram 98 propriedades que utilizam controle biológico, enquanto outras 407 informaram não adotar o método.

Entre as propriedades que recorrem aos agentes biológicos, 88% aplicam a técnica em toda a área cultivada. Nas demais, que representam 12% desse grupo, a utilização ocorre apenas em parte das lavouras.

O levantamento também identificou diferenças na forma de aplicação. O controle classificado como clássico representa 48% da área que utiliza agentes biológicos, seguido pelo método aplicado, com 42,9%. Outras modalidades respondem pelos 9,1% restantes.

Manejo de pragas - Apesar da baixa participação do controle biológico, o manejo integrado de pragas está presente em 99,6% da área pesquisada. Essa prática consiste em acompanhar a presença e a quantidade de organismos que atacam as plantas para definir as medidas de controle necessárias.

Os dois métodos não são equivalentes. O manejo integrado reúne diferentes estratégias para reduzir os danos às lavouras, enquanto o controle biológico utiliza organismos vivos ou seus agentes no combate às pragas. Segundo o boletim, o monitoramento também pode contribuir para diminuir a necessidade de defensivos agrícolas.

A pesquisa integra o projeto Siga-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio de Mato Grosso do Sul), que acompanhou o plantio, o desenvolvimento e a colheita.