Vereadores aprovam reajuste de 4,39% e antecipam segunda parcela para janeiro
Emenda ainda prevê inclusão de servidores de carreiras ou cargos com remuneração própria ou piso fixo

Os vereadores de Campo Grande aprovaram, em regime de urgência, na sessão desta quinta-feira (11), o reajuste parcelado de 4,39% do salário dos servidores efetivos da Prefeitura de Campo Grande. A proposta recebeu 18 votos favoráveis e cinco votos contrários. O texto segue para a sanção da prefeita Adriane Lopes (PP) com duas mudanças incorporadas: a antecipação da segunda parcela do aumento e a ampliação do benefício para categorias da saúde.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Vereadores de Campo Grande aprovaram em regime de urgência o reajuste parcelado de 4,39% do salário dos servidores efetivos da prefeitura, com duas mudanças: antecipação da segunda parcela para janeiro de 2026 e extensão do benefício a profissionais da saúde. Uma emenda do PT para pagamento imediato e integral foi rejeitada. O texto segue para sanção da prefeita Adriane Lopes.
As emendas foram apresentadas pela Mesa Diretora da Casa de Leis. A proposta modificativa altera o prazo para o pagamento da segunda parcela do reajuste, de 2,19%. Segundo o texto, o aumento previsto para março de 2027 será pago em janeiro do próximo ano.
- Leia Também
- Projeto da prefeitura parcela reajuste de 4,39% para servidores em duas vezes
- Reajuste de 4,39% atingirá 9 mil servidores, diz Adriane
O presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), defende a mudança para que todo o reajuste seja feito no mesmo exercício. "Quando você considera julho deste ano até julho do ano seguinte, embora envolva 2026 e 2027, continua sendo um período de 12 meses. Nossa proposta é antecipar de março para janeiro, permitindo que o servidor receba esse complemento mais próximo da data-base", disse o tucano.
Já a emenda supressiva altera a abrangência do benefício. O projeto enviado pelo Município não se aplica a diversas condições, como a dos servidores ocupantes exclusivamente de cargos em comissão. O texto assinado pela Mesa Diretora retira da restrição os "servidores integrantes de carreiras ou cargos que possuam política remuneratória própria ou piso remuneratório fixado por legislação específica".
Desta forma, a mudança inclui trabalhadores da saúde, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, entre os beneficiados do reajuste.
Ficam fora da regra geral os comissionados, os profissionais do magistério municipal e os professores convocados, os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e os ACEs (Agentes de Combate às Endemias), além das gratificações, dos adicionais, dos auxílios, das indenizações, das verbas de representação, dos benefícios e das demais vantagens pecuniárias cuja base de cálculo não corresponda ao vencimento-base do cargo efetivo.
Segundo a prefeita, o reajuste corresponde à reposição da inflação acumulada entre maio de 2025 e abril de 2026, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O reajuste alcançará mais de 9 mil servidores da administração municipal.
A chefe do Executivo afirmou que a gestão fez ajustes para enquadrar o aumento nos limites da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). De acordo com a prefeitura, a equipe elaborou a proposta com base na capacidade financeira do município, nos limites legais para despesas com pessoal e no planejamento das contas públicas.
Barrada - Os vereadores de Campo Grande tentaram derrubar o parcelamento do reajuste. Uma emenda modificativa protocolada pela bancada do PT e assinada em conjunto com os vereadores Marquinhos Trad (PV) e Maicon Nogueira (PP) retirava a divisão do aumento.
"Esse reajuste veio proposto apenas com a reposição da inflação do último período. Nós entendemos que ele deveria ser de 17,45%, para contemplar os três anos em que a própria administração reconhece não ter feito a reposição. E nós entendemos, pelo menos, que o pagamento deve ser feito imediatamente. Se não for possível conceder o índice completo agora, pelo menos que os 4,39% sejam pagos de forma imediata", defendeu a vereadora Luiza Ribeiro (PT).
A emenda foi rejeitada pela CLJR (Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final), durante apreciação no plenário, com o voto favorável apenas do vereador Marquinhos Trad (PV). Os cinco parlamentares que assinaram a emenda votaram contra o parcelamento do reajuste.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

