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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/02/2013 18:40

Vereadores que falaram com Bernal negam acordo estilo "mensalão"

Josemil Rocha
Pedra ficou irritado ao ser indagado sobre denúnciaPedra ficou irritado ao ser indagado sobre denúncia

Os vereadores que teriam conversado com o prefeito Alcides Bernal (PP) sobre apoio político na Câmara de Campo Grande negam que os entendimentos tenham envolvido pagamento de propina ou distribuição de cargos públicos. Além disso, nenhum deles afirmou categoricamente que vai integrar a base de Bernal no Legislativo Municipal, garantindo que discutiram com o prefeito apenas a possibilidade de votarem a favor de projetos pontuais, como o de reforma administrativa.

Já o presidente da Câmara da Capital, vereador Mário Cesar, deixou claro que não vai falar sobre o assunto. Questionado sobre a denúncia de “mensalão”, esta manhã, em entrevista coletiva, o chefe do Legislativo Municipal limitou a responder: “Não sei de nada disso”. Nesta tarde, a reportagem do Campo Grande News voltou a procurá-lo, mas a assessoria dele avisou que Márcio Cesar não falaria mais sobre o assunto.

Na semana passada e começo desta, teriam conversado com Bernal sobre participação na bancada governista, que hoje ainda é minoritária, composta por apenas nove membros, pelo menos uma dezena de vereadores, entre eles Paulo Pedra (PDT), Alceu Bueno (PSL) e Carlão (PSB), além de Delei Pinheiro e Ademar Vieira Júnior, o Coringa, ambos do PSD, o mesmo partido que é presidido pelo dono do jornal Correio do Estado, Antônio João Hugo Rodrigues, autor da denúncia, postada ontem no Facebook, de que cada adesista receberia R$ 10 mil por mês e teria direito a 12 cargos de confiança na administração municipal.

O vereador Carlão garante que a denúncia é fantasiosa. “É a maior besteira que eu já ouvi falar. Esse Bernal não fala com a gente nem em cargo, vai falar em dinheiro?”, questionou o socialista. Carlão não nega que esteve conversando com Bernal no fim de semana, mas garante que tinha oito pessoas na mesma sala e assegura que o assunto girou em torno de serviços públicos. “Pedi para ele condições para atender os bairros, incluir emendas que que haviam sido aprovadas na época do Nelsinho”, contou. De Bernal, o vereador revela que ouviu que ele iria enviar à Câmara um projeto para enxugar a máquina ad ministrativa. “Eu disse ao Bernal que até assino sem ser base dele, nem nada, mas adverti que ele tem de arrumar 19 votos”, revelou.

Indagado se a denuncia, por ter sido feita pelo dono do maior jornal do Estado e dirigente regional de partido político, não mereceria ser investigada, Carlão admitiu que sim. “Não pode deixar as pessoas falarem e não acontecer nada, e ficar em branco. Admiro o Antônio João, mas para falar o que ele falou tem de ter prova. Assim como o prefeito Bernal não pode ficar falando que vereadores estão a serviço do André, do Giroto”, protestou. “É gravíssimo isso e acho que os vereadores, que a Mesa, têm de tomar uma posição”, defendeu.

Paulo Pedra considerou a denúncia sem a menor base probatória para ser levada a sério. “Tem que dar nome, absurdo o que aconteceu”, afirmou Pedra, garantindo que na Câmara isso nunca foi visto antes. “Jornalista tem de fazer o seu trabalho, mas tem de dar o nome, a não ser que forem os vereadores do partido”, alfinetou ele, referindo-se a Delei Pinheiro e Ademar Vieira Júnior, o Coringa, que são do PSD, partido do jornalista Antônio João Hugo Rodrigues.

Indagado se esteve conversando com o prefeito no final de semana, Pedra declarou: “Conversei com o prefeito, assim como converso com o governador e com a presidente Dilma, se ela quiser”. O vereador pedetista, a seguir, ficou irritado com o assunto: “Se você ligou para falar disso, eu não quero mais falar nada. Faço política com seriedade”, afirmou.

Já Alceu Bueno disse que não teve nenhuma conversa com Bernal que envolvesse dinheiro. “Se toda vez que vereador for chamado pelo prefeito para discutir matérias de interesse público tiver esse tipo de denúncia, não tem como a gente trabalhar. Isso que foi feito é a maior covardia com os poderes, é falta de respeito”, desabafou o vereador.

Bueno confirmou que conversou como Bernal sobre apoio político na Câmara, mas garante que nenhum acordo foi fechado, embora haja disposição de votar a favor das propostas que beneficiarem o povo. “Estamos conversando, dissemos que se os projetos fossem do interesse do povo de Campo Grande, o PSL não teria nada contra”, contou.

Alceu Bueno também criticou a postura adotada pelo jornalista Antônio João. “É triste porque ele é presidente de partido e vereadores do partido dele conversaram também com o prefeito”, finalizou.

 

 



Papo de mensalão com Bernal só na cabeça de desocupado e oposição covarde .
 
zenóbio veiga da silva em 19/02/2013 22:20:41
coringa chegou animado em kkkkkkkkkk
 
gonçalves vilela em 19/02/2013 21:05:06
Será que este assunto não pode dar uma CPI, ou os vereadores não querem














Será que este assunto não dá uma CPI ou os vereadores não querem?








 
paulo neres carvalho em 19/02/2013 20:40:03
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