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14/05/2013 18:34

Vítimas de erro médico vão à Câmara cobrar fim da impunidade

Zemil Rocha e Jéssica Benitez
Familiares e amigos de vítimas de erro médico se manifestando na Câmara (Foto: Marcos Ermínio)Familiares e amigos de vítimas de erro médico se manifestando na Câmara (Foto: Marcos Ermínio)
Claucéia Alves de Lima: Saudades do filho, que morreu após erros médicos (Foto: Marcos Ermínio)Claucéia Alves de Lima: Saudades do filho, que morreu após erros médicos (Foto: Marcos Ermínio)

Portando faixas ou vestindo camisetas com as fotos dos entes queridos, familiares e amigos de vítimas de erro médico protestaram e cobraram apuração de erros médicos esta manhã na sessão da Câmara de Campo Grande. Contra a negligência e a impunidade, eles cobram postura dos poderes públicos e do CRM (Conselho Regional de Medicina) sobre os casos ocorridos em Mato Grosso do Sul.

Uma das vozes mais ativas nesse protesto foi a de Claucéia Alves de Lima, doméstica, mãe de Fernando Lima, de 22 anos, estudante que morreu vítima de erro médico, após peregrinação por postos de saúde e hospitais durante um mês e nove dias.

“Meu filho tinha problema de bronquite asmática desde criança. Ele passou muito mal e foi internado no Hospital Regional com suspeita de pneumonia. Ficou um dia só e foi liberado, deram alta. O médico falou que se ocorresse alguma coisa era para voltar. Um dia depois passou mal de novo e foi levado para o Posto de Saúde da Vila Almeida, tendo ficado três horas e liberado. Passou mal no mesmo dia e foi para o posto do Coronel Antonino, atendido e dispensado. Se passasse mal era para chamar o Samu e ir direito para o Hospital Regional, o que acabou acontecendo. Morreu na ambulância”, contou a mãe, com a voz embargada pela emoção.

Antes disso, segundo Glaucéia Alves, o rapaz já tinha ficado internado um mês no Hospital Regional. “Eu acompanhei ele e raramente eu via médico atendendo. Só enfermeira que dava remédio. Entupia o menino de remédio”, protestou ela. “A causa da morte não saiu até hoje”, acrescentou. E avisou: “Quero justiça e nunca vou parar de lutar em nome do meu filho”.

O presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos, Valdemar Moraes de Souza, que fez uso da palavra da tribuna da Câmara, nesta terça-feira, a convite da vereadora Rose Modesto (PSDB), nesses 5 anos de criação a Associação, fundada em julho de 2007, já tem 700 processos de erros por parte de médicos em andamento. “Por dia recebemos de 10 a 15 denúncias e isso precisa ser investigado a fundo”, revelou ele.

Muitos dos casos, segundo Valdemar, são relativos a crianças e jovens vítimas de erros médicos, cujo exame necroscópico não aponta a causa da morte. “Como um perito não consegue achar a causa da morte de uma pessoa?”, questionou o dirigente. “Temos muitos casos de pessoas que morrem em casa ou em ambulâncias, porque são liberadas pelos médicos e deveriam estar internadas no hospital, usufruindo toda estrutura médica necessária”, denunciou.

Segundo Valdemar Moraes, a população tem “medo” de posto de saúde, devido aos recorrentes erros médicos. “Toda vez que fala disso eu sento na pele, porque convive diariamente com isso”, afirmou Moraes, que criou a Associação em 13 de julho de 2007, depois que perdeu o irmão, vítima de erro médico.

Valdemar Moraes pediu ajuda dos vereadores para fiscalizarem os hospitais e postos de saúde do município. “Gostaria que os vereadores fizessem o trabalho da CPI da Saúde com transparência”, reivindicou.

Apoio dos vereadores – Durante o pronunciamento de Valdemar Moraes, vários vereadores, em apartes, declararam apoio à causa, se colocaram à disposição das famílias e se comprometeram a fiscalizar a fundo a saúde pública para que casos como esses não voltem a ocorrer.

Paulo Siufi (PMDB) parabenizou Valdemar pela luta incansável e disse que “infelizmente depois que o erro acontece não dá para voltar atrás”. Segundo o vereador peemedebista, trata-se de um “problema que afeta toda a família”. E advertiu: “Médico não tem direito de errar, porque isso custa vida”.

O vereador Zeca do PT relembrou o caso das vítimas de cirurgia plástica ocorrido no Estado, quando dezenas de vítimas do médico Alberto Rondon vieram a público denunciar as mutilações a que foram submetidas. Segundo Zeca, o governo do Estado, na época sob sua gestão, tomou a iniciativa e deu todo o amparo para as mulheres, jurídico e médico, inclusive com mutirão para reparação dos erros, quando possível.

Eduardo Romero (PT do B) também pediu aparte, em nome do PT do B, e disse que acredita que CPI da Saúde irá tratar do assunto com “legitimidade”.

 

 

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E com muita tristeza que faço este comentário, pois sou vitima do " medico" Alberto Rondom e ate o hoje sofro com as sequelas deixadas em meu corpo. Nossa justiça e lenta e parece que não, se importa com o sofrimento das pessoa que passam por este tipo de sofrimento e o "medico" ainda fica em prisão domiciliar em quanto as vitimas ficam presa em sua própria vergonha de estar mutilada.O conselho de medicina deveria ser penalizado rigorosamente pois e seu dever, analisar quando o medico esta apto a atender um paciente e realizar um bom atendimento medico e cirúrgico. Ou sera que nem o conselho esta apto a realizar seu próprio serviço. Estou cansada de ver tantas coisas erradas e não ser tomadas providencias e não demorem tanto pois tudo que houve de errado neste caso já foi provado.
 
isabel gomes oguino em 04/07/2013 20:35:49
Já passei por um problema serissimo por falta de atendimento , fui para a maternidade candido mariano para dar a luz ao meu filho caçula a 18 anos atrás , o medico que eu fazia pre natal estava de plantão eu tinha que fazer uma ligadura como não tinha dinheiro para a cirurgia ou seja para pagar o médico , ele não me atendeu, fui atendida por medicas estagiárias que me mandaram voltar para casa, saindo dali começei a sentir muitas contraçõe fui para santa casa , detalhe a pé eu e meu filho na barriga, fui atendida , mas demorou muito a cesária e meu filho passou da hora de nascer hoje tem problemas mas graças a Deus nada de tão grave e se fosse? quem eu poderia responsabilizar? ser pobre e precisar de atendimento púlico é cruel.
 
helena da costa andrade em 15/05/2013 21:29:42
É lamentavel que erros médicos em pleno século vinte aconteçam com tanta frequencia, temos exelentes médicos ou seja aqueles que tem amor e dedicação à profissão, infelizmente tem uns montros dento de hospitais e postos de saude , se voce não tem dinheiro fica a ver navios, o posto vila almeida é o pior lugar para procurar por uma consulta, tem funcionários que se acham donos do posto, sendo que eles são funcionários daquelas pessoas que vão lá por uma consulta, afinal somos nós que pagamos o salário deles , com os impostos que pagamos religiosamente, eles acham que estão fazendo favor como já ouvi alguns falarem , ali as pessoas são humiladas por alguns funcionários , o pior que eles são amparados por uma lei que diz que desacato a funcionário publico é crime .
 
helena da costa andrade em 15/05/2013 21:14:10
muitas vezes as pessoas q sofrem este tipo erro tem medo de denunciar por preocupação q de ñ ter atendimento quando precisarem . então se calam....mas uma cpi no centro cirurgico no HU descobririam varias irregularidades q podem ter causado erros médicos ,problemas q poderiam ser resolvidos ,SE BEM FEITO , se arrastam por anos ,sem nem se preocuparem com o PISICOLÓGICO DO PACIENTE E NEM COM O SOFRIMENTO DAS FAMILIAS, Ñ É PORQUE É UM HOSPITAL ESCOLA Q AS ` PESSOAS POBRE - TEM SER RATOS DE LABORATÓRIO -` PARA ELES TRATAREM BEM OS RICOS.
 
marlem francisco em 15/05/2013 11:10:52
TIVE O PRAZER DE CONHECER O FERNANDINHO... MAIS CONHECIDO COMO CHAVINHO NO BAIRRO PLANALTO. MESMO COM TODOS OS PROBLEMAS QUE ELE VINHA ENFRENTANDO SEMPRE ESTAVA BEM HUMORADO. FOI UMA PERCA ÍMPAR PARA FAMILIARES E AMIGOS. QUE DEUS CONFORTE SEMPRE TODOS. ESTOU NO NORTE DO MT, MAS NO DIA DO ACONTECIDO EU ESTAVA EM CAMPO GRANDE A PASSEIO E PRESENCIEI TODO O SOFRIMENTO DESTA MÃE, QUE É UMA TRABALHADORA, TEM OS AVÓS QUE AJUDAM TAMBÉM. ETC.
 
CLAUDIO LUIZ SCHMITT JUNIOR em 15/05/2013 07:53:04
Elogiável a luta dessas famílias. Porém, esperar algo do CRM é inútil. Esse conselho existe apenas para proteger os profissionais da área, quando, na teoria, deveria também investigá-los quando acusados de irregularidades.
Basta ver a posição de seu presidente no caso do Hospital do Câncer. Posiciona-se ao lado daqueles que deveriam ser investigados.
E no caso do Rondon, que mutilou várias mulheres, o CRM enrolou o que pôde.
 
sergio griao em 14/05/2013 19:06:40
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