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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

01/07/2014 19:30

Colheita começa com 20% da safra de milho já comercializados

Mariana Lopes
Colheita do milho safrinha começa oficialmente em meados de julho e vai até o final de agosto (Foto: Cleber Gellio)Colheita do milho safrinha começa oficialmente em meados de julho e vai até o final de agosto (Foto: Cleber Gellio)

Mesmo com a produtividade mais baixa e os preços menos atrativos, os produtores de Mato Grosso do Sul conseguiram antecipar a comercialização do milho safrinha e 20% da produção da segunda safra deste ano está vendido. No total, a colheita será de 7,4 milhões de toneladas, ou seja, 400 mil a menos do que a safra anterior.

Segundo o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Maurício Saito, a área plantada foi de 1,5 milhão de hectare, mesmo tamanho destinado ao plantio passado. Nesta safra, o Estado gerou, em média, 82 sacas por hectare, valor também inferior à safra passada, que foi de 83,1 sacas por hectare.

A região norte de Mato Grosso do Sul foi a que mais produziu. E destes 20% já comercializado, o que representa a 1,5 milhão de toneladas do milho safrinha, 220 mil toneladas serão destinadas à exportação. 

Porém, o problema desta safra é que os produtores investiram menos em fertilizantes e tecnologias no campo, além de diminuir a qualidade das sementes. O que ajudou foi o clima, que teve muita chuva no período. "A segunda safra é sempre a de mais risco, por causa do clima, mas se ele não fosse favorável à agricultura agora, o resultado seria bem pior", ressalta Saito.

O reflexo foi no preço da saca, que nesta safra caiu para uma média de R$ 18 cada 60 quilos. Enquanto na passada, o agricultor conseguiu vender por um preço de até R$ 25,38 a saca com o mesmo peso.

Apesar de aproximadamente 3% do milho safrinha já ter sido colhido no Estado, a força da colheita mesmo começa em meados de julho e vai até o final de agosto. Segundo o presidente da Aprosoja, por enquanto não há previsão de problemas com o armazenamento do milho.

No total, a colheita será de 7,4 milhões de toneladas (Foto: Cleber Gellio)No total, a colheita será de 7,4 milhões de toneladas (Foto: Cleber Gellio)

Por outro lado, o escoamento da colheita enfrenta os mesmo problemas de todos os anos, que é a falta de infraestrutura, o que implica em riscos nas estrada por causa do número alto de caminhões trafegando.

Contrariando os números, o produtor Luiz Kohl, 78 anos, conseguiu uma produtividade maior nesta safra do que na anterior. Ele irá colher até o final de agosto 130 sacas por hectare, enquanto na safra passada ele colheu 110. O segredo foi ir na contramão do que a maioria dos produtores acreditaram. Ele não economizou nos fertilizantes e nem deixou a qualidade das sementes caírem.

"Eu investi no que precisava, não adianta plantar muito, mas plantar sem qualidade", pontua o produtor, que há 45 anos investe na plantação de milho em Mato Grosso do Sul.

Com 30% da produção já comercializada, o único fator que não agradou ao produtor foi o preço da saca, de R$ 18. "Preciso vender 40 sacas para cobrir meu investimento, a partir daí é só lucro", calcula Luiz.

Na safra passada, o preço máximo que ele conseguiu na saca foi de R$ 22. "Esses R$ 4 de diferença representam muito no valor total dos lucros", enfatiza o produtor.

Tecnlogia - Uma nova ferramenta chega aos agricultores de Mato Grosso do Sul para auxiliar nos plantios e nas colheitas. A Aprosoja está lançando um aplicativo que armazena dados relacionados a tudo o que acontece nos campos do Estado.

Segundo o analista em Agricultura da Aprosoja, Leonardo Carlotto, os dados são colhidos direto com os agricultores, por técnicos da associação, que lançam no aplicativo e disponibilizam aos produtores. O aplicativo funciona desde março deste ano.

 



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