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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

11/12/2015 11:52

Companhia Nacional prevê queda de 0,8% na safra 2015/2016

Caroline Maldonado
Conab prevê que os sojicultores colham ao todo 7,17 milhões de toneladas, frente as 7,17 milhões de toneladas colhidas na safra 2014/2015 (Foto: Marcos Ermínio)Conab prevê que os sojicultores colham ao todo 7,17 milhões de toneladas, frente as 7,17 milhões de toneladas colhidas na safra 2014/2015 (Foto: Marcos Ermínio)

Apesar do aumento de área, caiu em 0,8% a estimativa do volume a ser produzido na safra 2015/2016, em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), realizado em novembro. Eram esperadas 16,7 milhões de toneladas de grãos, mas agora estão previstas 16,6 toneladas. Com isso, a produtividade deve cair em 3,1%, passando de 4,15 toneladas por hectare para 4,02 toneladas.

A área, por sua vez, deve passar de 4,04 milhões de hectares para 4,13 milhões, o que representa aumento de 2,4%. O decréscimo na estimativa da safra se deve a quedas que vêm sendo observadas nas lavouras de milho, soja, algodão e arroz.

O milho deve ter retração de 0,8% na produção, saindo de 9,28 milhões de toneladas para 9,21 milhões de toneladas. A soja, para qual estava prevista safra recorde pode não bater o número por conta de 0,5%. Segundo a Conab, é previsto que os sojicultores colham ao todo 7,17 milhões de toneladas, frente as 7,17 milhões de toneladas colhidas na safra 2014/2015. A produtividade, que é quanto cada hectare rende, deve cair 4,8%. Em contrapartida, é constatado aumento de área de 4,5%.

O período chuvoso teve início em setembro, mas não foram observados plantios significativos de soja nesse mês em função da umidade insuficiente no solo. As chuvas das últimas semanas também podem atrapalhar, pois as nuvens geram falta de luminosidade. Conforme a equipe técnica da Conab, a umidade em excesso provoca crescimento radicular de forma lateral, não explorando o perfil do solo e tornando as plantas muito susceptíveis a secas, que venham ocorrer na fase de enchimento de grãos.

A diminuição mais expressiva é da produção de algodão em caroço, concentrada na região norte do Estado, que deve cair 10%, passando de 140 mil toneladas colhidas no ciclo passado para 125 mil toneladas, no atual. Os cotonicultores, que colheram 4,5 mil quilos por hectare em 2014/2015, devem obter apenas 4,2 mil quilos por hectare desta vez. A variação negativa se deve a diminuição de 5% na área plantada, que passou de 31 mil hectares para 29,5 mil hectares.

Os produtores de algodão têm tido dificuldades relacionadas à obtenção de crédito, instabilidade climática. Além disso, a lavoura é plantada após a soja, cujo plantio se encontra atrasado, segundo a Conab. A produção de algodão deve ser a menor em 5 anos, segundo dados divulgados em outubro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para a produção de arroz é esperada queda de 17%. Os arrozeiros, que colheram 111 mil toneladas na safra passada, se preparam para colher 91,7 mil toneladas em 2016. Isto, porque a área está sofrendo redução de 19%, de 18,1 mil hectares para 14,5 mil hectares.



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