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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

19/05/2011 18:12

Crítica à atual gestão pode levar Acrissul à eleição acirrada

Fabiano Arruda
 Crítica à atual gestão pode levar Acrissul à eleição acirrada

Com discurso de realinhar a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) aos interesses dos pecuaristas, José Lemos Monteiro, o Zeito, mostra interesse em disputar eleição contra o atual presidente da entidade, Francisco Maia, num processo que anuncia um tom bastante acirrado. Em toda a história da Acrissul, eleições ocorreram poucas vezes.

Maia não quer a disputa, prevista para ocorrer no dia 7 de junho, pois acredita que a continuidade da administração é necessária, além de considerar que um pleito neste momento poderia provocar rachas na classe produtora.

Ele afirma que “tirou a entidade do buraco”, fortaleceu a representatividade à frente dos interesses dos produtores, como a defesa da aprovação do código florestal, e se escora num projeto intitulado “Acrissul Amanhã” que pretende transformar o Parque de Exposições Laucídio Coelho num shopping rural, com instalação de lojas e reformas do espaço, para seguir no comando.

Do outro, a candidatura do pecuarista José Lemos Monteiro é vista como motivo para atrair “pecuaristas que se afastaram nos últimos anos a voltarem para a entidade”. Além disso, a chapa, que pode contar com Oswaldo Possari como vice, tem apoio de Laucídio Coelho, que esteve à frente da Acrissul por 10 anos e conduziu Francisco Maia à liderança da atual diretoria.

“É um pecuarista puro sangue, um homem que fez uma gestão no Sindicato Rural de Campo Grande tendo foco nos interesses da classe rural não se envolveu em interesses políticos”, diz Coelho, sobre Zeito.

Com a afirmação de que a democracia é saudável, Maia lamenta a hipótese de enfrentamento com um candidato apoiado por seu mentor. Declara esperar até segunda-feira para que haja um consenso que evite a eleição, mas garante não temer enfrentar o pleito.

Monteiro, por sua vez, diz que um acordo seria “bem melhor”. “Uma chapa só é melhor, mas para haver acordo um dos dois tem de desistir. Já fui procurado, mas a proposta que ouvi foi incipiente”, disse.

Questionado se era contra a reeleição de Maia, José Lemos foi enfático: “sou contrário a qualquer reeleição”. As gestões na Acrissul são de dois anos.



A mudança de representantes a frente de interesse público é saudável à Democracia. A oposição garante os interesses do coletivo os quais podem contribuir com novas idéias e propostas. Reeleição pode correr o risco de continuísmo impedindo a oxigenação de projetos aos interesses em questão ao bem comum.
 
Osvaldo Ramos em 20/05/2011 11:30:57
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