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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

24/06/2009 11:18

Minc admite expressão "inadequada" contra produtores

Redação

Em audiência pública na Câmara para explicar declarações feitas durante manifestação de agricultores familiares em que chamou representantes do agronegócio de "vigaristas", o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, avaliou hoje (24) que as expressão foi "inadequada" e não representa a opinião dele sobre os produtores rurais e a bancada que os representa no Congresso Nacional.

"Quero ir além do pedido de desculpas, quero dizer que não penso aquilo. As expressões foram realmente inadequadas. As pessoas eleitas pelo voto não podem ser tratadas por expressões como essa", afirmou.

Durante o Grito da Terra, realizado em maio em Brasília, além de chamar os grandes agricultores de "vigarista", Minc disse que eles "encolheram o rabinho do capeta para enganar os pequenos agricultores". O ministro argumentou hoje que "o calor da manifestação em cima de um carro de som é uma atenuante" para justificar os termos usados na ocasião.

Segundo ele, os parlamentares usaram "expressões muito mais pesadas" em resposta às declarações. O ministro citou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que o comparou a traficantes do morro do Rio de Janeiro.

Minc disse que o pedido de desculpas não significa que ele tenha mudado de posição em relação ao papel da grande agricultura na preservação do meio ambiente. "Deve ser feito o reparo necessário que os deputados merecem, mas isso não significa que me humilhei ou me acovardei. Acho que disso tudo deve sair uma base boa para retomar o diálogo sobre o o Código Florestal", acrescentou.

Neste momento, o ministro ouve as considerações dos parlamentares da bancada ruralista que participam da audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. O deputado Gilvanni Queiroz (PDT-PA) disse que, depois de Minc chamar os produtores rurais de "vigaristas", eles só seriam reparados adequadamente se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitisse o ministro. "O senhor devia sair daqui hoje e pedir demissão, seria o melhor para o país."

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