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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

27/01/2015 09:51

Volta a chover, mas volume do mês ainda é baixo e afeta safra de soja

Chuva na manhã desta terça-feira ameniza temperatura e alivia estiagem nas lavouras, mas perdas são inevitáveis

Helio de Freitas, de Dourados
Alguns produtores já estão colhendo a safra em Dourados, mas a maioria das lavouras ainda sente a falta de chuva (Foto: Eliel Oliveira)Alguns produtores já estão colhendo a safra em Dourados, mas a maioria das lavouras ainda sente a falta de chuva (Foto: Eliel Oliveira)

Voltou a chover na manhã desta terça-feira em Dourados, a 233 km de Campo Grande. Entretanto, a chuva acumulada neste mês ainda está bem abaixo do volume histórico de janeiro, que é de 160 milímetros, e o reflexo na safra de soja será inevitável.

Segundo a estação agrometeorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, a chuva acumulada do dia 1º até ontem era de 26,8 milímetros, cerca de 20% do volume histórico para o mês. Mesmo com a chuva iniciada por volta de 9h20 desta manhã, dificilmente o montante será alcançado até sábado, último dia do mês.

Para as lavouras de soja, a chuva alivia a estiagem das últimas semanas, diminui o calor e garante umidade suficiente no momento de enchimento de grãos em boa parte da área plantada. Entretanto, as perdas serão inevitáveis, segundo o engenheiro agrônomo Bruno Tomasini, da Aeagran (Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados).

O município de Dourados plantou cerca de 160 mil hectares de soja na safra 2014/2015. Alguns produtores, que semearam a soja no final de setembro e não tiveram de replantar após a onda de calor da primeira quinzena de outubro, já iniciaram a colheita.

A maior parte, no entanto, só vai colher a soja em fevereiro e ainda precisa de chuva para a consolidação dos grãos. “O maior problema é que a chuva tem sido irregular. Tem área no município de Dourados que não chove há 30 dias. Já em outros lugares choveu o suficiente para as lavouras”, afirmou Tomasini ao Campo Grande News.

Segundo o agrônomo, ainda não é possível fazer uma estimativa das perdas, mas ele afirma que os prejuízos são inevitáveis. “Que haverá perda isso é certo, mas temos de esperar até meados de fevereiro, quando a maioria das lavouras estará em colheita e será possível saber quantos produtores vão acionar o seguro”.



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