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Saúde e Bem-Estar

Com mortes em 10 cidades, chikungunya se aproxima de dez mil casos em MS

Boletim aponta 9.961 casos confirmados da doença e mantém 30 óbitos registrados no Estado

Por Jhefferson Gamarra | 17/08/2026 15:44
Com mortes em 10 cidades, chikungunya se aproxima de dez mil casos em MS
Larvas do transmissor da chikungunya e dengue, encontradas durante mutirão (Foto: Flávio Verão/Divulgação)

A chikungunya já matou moradores de 10 municípios de Mato Grosso do Sul em 2026 e se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados no Estado. O novo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) aponta 9.961 confirmações da doença e mantém em 30 o número de mortes.

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Mato Grosso do Sul registra 30 mortes por chikungunya em 2026, distribuídas em 10 municípios, e se aproxima de 10 mil casos confirmados, segundo boletim da SES. Dourados é o epicentro, com 5.211 casos prováveis e maior número de óbitos. O Estado contabiliza 12.520 casos prováveis e taxa de incidência de 454,2 por 100 mil habitantes, considerada alta. Há ainda 114 gestantes infectadas.

Os óbitos estão distribuídos entre Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Dourados concentra a maior parte das mortes registradas no Estado, enquanto Corumbá entrou recentemente na relação após a confirmação do primeiro óbito pela doença no município neste ano.

O novo levantamento mostra que, apesar de não ter havido aumento no número de mortes desde a última atualização, a doença continua circulando e o número de confirmações segue crescendo. São 129 casos confirmados a mais em relação ao boletim anterior, que registrava 9.832 confirmações.

Além dos 9.961 casos confirmados, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.520 casos prováveis. A taxa de incidência estadual é de 454,2 casos prováveis para cada 100 mil habitantes, índice classificado como alto pela SES. A classificação considera alta incidência quando o município ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.

Dourados é o epicentro - Dourados permanece como o município com maior número de casos prováveis no Estado. São 5.211 registros, com incidência de 2.141,2 casos por 100 mil habitantes. O município também aparece com o maior número de mortes na lista da SES.
 Na sequência estão Corumbá, com 1.683 casos prováveis e incidência de 1.748,2 por 100 mil habitantes; Jardim, com 494 casos e incidência de 2.060; Fátima do Sul, com 647 e incidência de 3.139,4; e Douradina, com 252 casos e a maior incidência do Estado, de 4.517,7 por 100 mil habitantes.

Douradina é seguida por Batayporã, com incidência de 3.603,4; Paraíso das Águas, com 3.557,2; e Angélica, com 3.243,5. Todos esses municípios estão na faixa de alta incidência segundo os critérios adotados no boletim.

Novos casos continuam aparecendo - O recorte das duas semanas mais recentes do boletim, entre 26 de julho e 8 de agosto, mostra que a transmissão continua ativa em diferentes regiões do Estado. Nesse período, oito municípios tiveram casos prováveis registrados, com destaque para Sidrolândia, que teve 60 casos, e Selvíria, que apresentou a maior incidência, de 147,4 casos por 100 mil habitantes.

Também foram registrados casos prováveis em Angélica, Bandeirantes, Amambai, Douradina, Jardim e Figueirão.

No mesmo intervalo, 13 municípios tiveram casos confirmados. Sidrolândia registrou 17 confirmações, Amambai teve dez e Dourados, nove. Nova Alvorada do Sul teve seis confirmações, enquanto Douradina, Batayporã e Angélica registraram três cada.

Também houve novas confirmações em Jateí, Anastácio, Itaporã, Ladário, Bonito e Caarapó. Os dados são referentes às semanas epidemiológicas 30 e 31, que abrangem o período de 26 de julho a 8 de agosto.

Mortes em 10 municípios - A lista de óbitos mostra que a chikungunya atingiu diferentes faixas etárias e municípios ao longo do ano. Entre as 30 mortes estão vítimas de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá.

Entre os registros mais recentes está o de uma mulher de 62 anos, de Corumbá, que morreu em 28 de julho e teve o óbito confirmado em 30 de julho. O boletim também registra uma mulher de 46 anos, de Dourados, que morreu em 8 de julho e teve a confirmação do óbito em 3 de agosto.

Com essas confirmações, o número de mortes permanece em 30 e não há, atualmente, óbitos em investigação registrados no boletim.

Gestantes - Outro dado destacado pela SES é o número de gestantes infectadas. O Estado soma 114 casos confirmados de chikungunya em gestantes. Dourados concentra 70 registros, seguido por Corumbá, com oito, Fátima do Sul, com cinco, e Douradina, com quatro.

Os registros são distribuídos pelos três trimestres de gestação. Em Dourados, são 14 casos no primeiro trimestre, 28 no segundo e 28 no terceiro. Em Corumbá, são três casos no primeiro trimestre, três no segundo e dois no terceiro.

Os dados do boletim são parciais e podem sofrer alterações conforme os municípios atualizam as informações no SINAN Online. O documento reúne os dados da Semana Epidemiológica 31, com registros de casos atualizados até 11 de agosto.