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Mortas na BR-163, freiras fundaram Pastoral da Terra e defendiam índios

Por Lidiane Kober | 17/08/2013 09:34
Hilux acabou com automóvel conduzido por freira (Foto: Caarapó News)
Hilux acabou com automóvel conduzido por freira (Foto: Caarapó News)

Mortas ontem (16) em acidente na BR-163, as freiras Lucinda Moretti, 70 anos, e Adelayde Furlanetto, 77 anos, deixaram marcas na região Sul do Estado no trabalho em favor dos indígenas e na defesa dos pequenos proprietários rurais.

Desde a década de 70 em Mato Grosso do Sul, Lucinda foi uma das pioneiras da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e idealizadora da Feira da Semente Crioula, em Juti. “Uma mulher muito ativa, competente e séria”, resumiu Roberto Carlos de Oliveira, integrante da CPT.

“Era uma apaixonada pelo cerrado, defensora do uso das ervas medicinais no combate de doenças e desenvolvia trabalhos nas comunidades rurais e indígenas”, completou Vanilton Camacho da Costa, voluntário da CPT.

Segundo ele, as ações da freira são conhecidas em Glória de Dourados, Fátima do Sul, Caarapó, Juti e Dourados. Adelayde, por sua vez, atuava no distrito de Casa Verde, em Nova Andradina. “Depois de trabalhar por muito tempo no Estado, ela foi para o Mato Grosso e fazia quatro anos do seu retorno”, relatou Vanilton.

Ele contou ainda que, na ocasião do acidente, elas retornavam da Aldeia Tique em direção ao sítio de um amigo para pegar fertilizante natural a fim de usar na horta da Congregação Irmãs de São José de Chambéry.

Adelayde dirigia o veículo Gol e, ao entrar de repente na pista, o carro foi atingido por uma caminhonete Ford Ranger, conduzida por Vlademir Pereira Farias, 39 anos.

O velório das duas está sendo realizado na manhã deste sábado em Juti. Antes do meio-dia, os corpos deverão ser transladados a Garibaldi (RS), cidade natal das freiras, para a família realizar o sepultamento.

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