Operação mira esquema de contrabando de agrotóxicos na “capital do agro”
Mandados foram cumpridos em empresa agrícola de Maracaju e também em Miranda e Campo Grande
Uma empresa de produtos agrícolas localizada em Maracaju, a 159 km de Campo Grande, foi alvo nesta quinta-feira (12) da Operação Purgatio, deflagrada pela Receita Federal do Brasil em conjunto com a Polícia Federal e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
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A Polícia Federal, Receita Federal e Ibama deflagraram a Operação Purgatio contra o contrabando de agrotóxicos em Mato Grosso do Sul. A ação realizou buscas em Maracaju, Campo Grande e Miranda, tendo como principal alvo uma empresa de produtos agrícolas. Em Maracaju, considerada a capital do agro sul-mato-grossense e maior produtora de milho e soja do estado, foram apreendidos documentos, mídias eletrônicas e agrotóxicos irregulares. O mercado ilegal de agrotóxicos representa 25% das lavouras brasileiras, movimentando R$ 21 bilhões anualmente.
A ação mira esquema de contrabando de agrotóxicos provenientes do Paraguai. Além de Maracaju, os agentes federais cumpriam mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande e Miranda.
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O Campo Grande News apurou que em Maracaju – maior produtor estadual de milho e soja e considerada a capital do agro em Mato Grosso do Sul – os mandados foram cumpridos na sede da empresa na BR-267, saída para Dourados, em residências e num escritório de contabilidade.
De acordo com a Receita Federal do Brasil, a operação faz parte da fiscalização e repressão a crimes ambientais e à entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.
Mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do crime e uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, cuja comercialização e uso são proibidos no país, foram apreendidos durante as buscas.
“A iniciativa reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais”, diz a Receita Federal, em nota.
O mercado de agrotóxico ilegal ocupa pelo menos 25% das lavouras brasileiras e movimenta R$ 21 bilhões por ano. Mato Grosso do Sul é a principal porta de entrada de produtos trazidos da China ou falsificados no Paraguai.
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