A notícia da terra a um clique de você.
News Veículos
Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

01/06/2017 09:49

Teste: Honda WR-V 1.5 EXL Flex

Testamos o modelo durante sete dias, veja todos os detalhes e preços do carro

Márcio Martins
Honda WR-V durante teste de sete dias (Fotos: Márcio Martins, Campo Grande)Honda WR-V durante teste de sete dias (Fotos: Márcio Martins, Campo Grande)

Que as vendas de carros novos andam retraídas tudo mundo já sabe, mas se tem um segmento que não sentiu essa retração foi a dos Utilitários Esportivos, e a Honda fez bem a lição de casa, acertou em cheio com o HR-V, que teve boa aceitação no mercado e é atualmente um dos mais vendidos do Brasil, mas ainda assim a marca japonesa não se deu por satisfeita, percebendo que tinha espaço para mais um modelo, menor que o HR-V, com o objetivo de atender aqueles clientes que querem o seu primeiro SUV, dispondo de um valor menor. 

(Fotos Márcio Martins)(Fotos Márcio Martins)
A frente é alta e remete robustez, o carro possui frisos cromados e luz diurna de Led na versão mais cara EXL.A frente é alta e remete robustez, o carro possui frisos cromados e luz diurna de Led na versão mais cara EXL.

O WR-V foi todo desenvolvido no Brasil sendo fabricado em Sumaré (SP), suas vendas começaram em março deste ano, quatro meses após a sua primeira apresentação ao público no Salão do Automóvel de São Paulo. O nome do WR-V significa Winsome Runabout Vehicle, ou veículo recreacional e cativante.

O WR-V é vendido em duas versões, EX e EXL, em todas as versões trazem airbags frontais e laterais, além de freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), além da exclusiva estrutura de deformação progressiva ACETM (Advanced Compatibility Engineering) e barras de proteção nas portas. A versão EXL traz ainda airbags laterais do tipo cortina e central multimídia maior e mais completa.

Interior da versão mais cara EXL, a única diferença visual é a central multimídia com tela de 7.  Interior é semelhante ao do Fit.Interior da versão mais cara EXL, a única diferença visual é a central multimídia com tela de 7. Interior é semelhante ao do Fit.
Foto divulgação HondaFoto divulgação Honda

Olhando por fora o carro parece pequeno, mas a surpresa acontece quando entra no carro, ele mede 2,55 m de entre-eixos, 4 m de comprimento, 1,73 m de largura e 1,6 m de altura, além disso tem bons 20,7 cm de vão livre do solo e os ângulos de ataque e saída de 21º e 33º, bom para trechos em estrada com pisos irregulares.

Por dentro o volante conta com comandos de som, viva-voz e controle de cruzeiro, traz revestimento em couro e ajustes de altura e profundidade em ambas as configurações, além de assistência elétrica EPS. À frente, o quadro de instrumentos Bluemeter com computador de bordo multifunções que tem informações claras e boa visualização, é acionado por um botão tipo aste, numa posição não muito cômoda.

O console central, o painel e laterais de portas são em plásticos, porém de boa qualidade com encaixes perfeitos e trazem diversos porta-objetos, além de acabamentos com detalhe em prata.

 

O banco traseiro possue diversas configurações para acomodar objetos grandes. (Foto divulgação Honda)O banco traseiro possue diversas configurações para acomodar objetos grandes. (Foto divulgação Honda)

Todas as portas tem vídros elétricos, mas apenas o vidro do motorista possui a função de um toque, ficou devendo o ar-condicionado digital pelo menos na versão mais cara, os cintos de segurança são de três pontos para todos os ocupantes, além de encostos de cabeça em todas as posições. Tem também possibilidade fixação de cadeirinhas infantis pelo sistema ISOFIX no banco traseiro. Bancos de couro não vem nem como opcionais.

Por falar em bancos, o WR-V tem o sistema bem bacana, semelhante ao do Fit, é o sistema chamado de ULTRA SEAT (Utility Long Tall Refresh), este sistema permite diversas configurações de assentos e a acomodação de objetos de grandes dimensões. O modo Utility, por exemplo, permite formar uma superfície plana, que amplia o espaço útil para acomodar bagagens, com mais de 1.000 litros com todos os bancos rebatidos. Com os bancos na posição normal tem ótimo espaço para as pernas, sendo que cinco passageiros viajam com conforto. Além disso embaixo dos bancos tem um vão livre sendo possível transportar pequenos objetos ou sacolas, sem tomar o espaço para os pés.

Apesar de ter duas versões, o visual é o mesmo. Mudando apenas equipamentos. (Foto divulgação Honda)Apesar de ter duas versões, o visual é o mesmo. Mudando apenas equipamentos. (Foto divulgação Honda)
Teste: Honda WR-V 1.5 EXL Flex

Na versão EX o sistema de áudio é mais simples, mas vem com tela de cinco polegadas, mostra imagens da câmera de ré, tem conexão via Bluetooth, USB e cabo auxiliar, além de leitor de CD player. No modelo EXL, conta com sistema multimídia mais completo de sete polegadas com GPS, navegador via hotspot que pode conectar via Wifi usando a internet do celular.

 

O WR-V tem altura livre do solo de 20,7 cm de altura. As rodas são de 16 polegadas e pneus 195 60   (Foto divulgação Honda)O WR-V tem altura livre do solo de 20,7 cm de altura. As rodas são de 16 polegadas e pneus 195 60 (Foto divulgação Honda)
É no visual da traseira que o modelo divide mais opiniões. É no visual da traseira que o modelo divide mais opiniões.

A suspensão merece aplausos, nas péssimas ruas de Campo Grande com vários remendos e buracos, o WR-V absorve muito bem as irregularidades do asfalto, inclusive também estradas de chão em um trecho que rodamos até um sítio perto da capital.

A Honda fez diversos ajustes na suspensão para absorver melhor os impactos, como por exemplo amortecedores com batente hidráulico e diâmetro de cilindro reforçado, barra estabilizadora mais robusta, projetada para minimizar a rolagem da carroceria, efeito comum em veículos com maior vão livre do solo. Além disso a montadora diz que o eixo traseiro usa como base o mesmo do HR-V.  Para um carro que custa acima de R$ 80 mil, ficou devendo os controles de tração e estabilidade, itens que serão obrigatórios no Brasil a partir de 2022.

O WR-V vem equipado com rodas e pneus especiais para encarar bem os obstáculos, além de deixar o carro mais alto e bonito. As rodas são de 16 polegadas em alumínio, calçadas com pneus 195/60.

o motor é o mesmo que equipa o Fit, o 1.5 flex que rende até 116 cavalos de potência.o motor é o mesmo que equipa o Fit, o 1.5 flex que rende até 116 cavalos de potência.

Embaixo do capô o motor é o mesmo que equipa o Fit, o já conhecido propulsor é o 1.5 FlexOne que gera 116 cv de potência com etanol a 6.000 rpm e 15,3 kgf.m de torque à 4.800 rpm, e quando abastecido com gasolina, são 115 cv a 6.000 rpm e 15,2 kgf.m à 4.800 rpm. O motor dispensa o uso de tanquinho auxiliar de partida a frio.

Ao volante o motor da conta do recado, mas sem fortes emoções, a transmissão do tipo CVT possui conversor de torque, com respostas rápidas e aceleração linear, sem opção de trocas manuais. Porém peca com o ruído do motor que invade a cabine quando é necessário uma pisada mais forte no acelerador.

Para o seu segmento o WR-V é um dos mais econômicos e ganhou nota máxima “A” na categoria utilitário esportivo compacto dos testes de consumo do Compet/INMETRO. O consumo fica em torno de 8,2 km/l na cidade e de 8,7 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, os números são 11,7 km/l e 12,4 km/l, respectivamente.

Teste: Honda WR-V 1.5 EXL Flex

Ficha técnica:

Honda WR-V 1.5 CVT
Preço versão EX: R$ 79.900
Carro avaliado EXL: R$ 83.990
Motor: 4 cilindros em linha 1.5, 16V, duplo comando de válvulas
Cilindrada: 1496 cm3
Combustível: flex
Potência: 115 cv a 6.000 rpm (g) e 116 cv a 6.000 rpm (e)
Torque: 15,2 kgfm a 4.800 rpm (g) e 15,3 kgfm a 4.800 rpm (e)
Câmbio: CVT (continuamente variável)
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco sólido (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,000 m (c), 1,734 m (l), 1,574 m (a)
Entre-eixos: 2,555 m
Pneus: 195/60 R16
Porta-malas: 363 litros (1.045 litros com os bancos rebatidos)
Tanque: 46 litros
Peso: 1.130 kg
0-100 km/h: 10s7
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo cidade: 11,7 km/l (g) e 8,2 km/l (e)
Consumo estrada: 12,4 km/l (g) e 11,7 km/l (e)
Emissão de CO2: 102 g/km
Nota do Inmetro: A




imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2018 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.