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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

21/02/2012 11:29

Interdição provisória mantém Maníaco da Cruz em Unei de Ponta Porã

Aline dos Santos

Jovem deve ser internado compulsoriamente em um hospital psiquiátrico

Maníaco permanece fora do convívio social por força de uma interdição provisória. (Foto: Minamar Júnior)
Maníaco permanece fora do convívio social por força de uma interdição provisória. (Foto: Minamar Júnior)

Vencido o prazo máximo de internação previsto pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Maníaco da Cruz, como ficou conhecido Dionathan Celestrino, permanece fora do convívio social por força de uma interdição provisória.

Esta foi a justificativa da 2ª Câmara Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para negar, no início deste mês, o pedido de habeas corpus ao jovem de 19 anos. A Defensoria Pública alegava que o prazo máximo de permanência em Unei é de três anos.

Contudo, conforme o TJ, ele não permanece internado em razão da medida socioeducativa, mas, agora, por determinação decorrente da interdição provisória.

Para a justiça de Ponta Porã, que deferiu o pedido de interdição, mesmo que os laudos não comprovem categoricamente a condição de insano, servem para demonstrar que ele não tem condições de voltar ao convívio social.

Ainda segundo a decisão, o maníaco deve ser internado compulsoriamente em um hospital psiquiátrico. Até o cumprimento da decisão, ele pode permanecer na Unei Mitaí, em Ponta Porã, onde está desde outubro de 2008.

O pedido de interdição foi feito pelo MPE (Ministério Público Estadual). A interdição cível é autorizada quando comprovada grave doença mental.

O recurso foi utilizado no caso de Champinha, apreendido aos 16 anos por envolvimento nas mortes de Liana Friedenbach e Felipe Caffé. O casal de namorados foi assassinado em 2003, em Juquitiba (SP).

Após o prazo de internação, ele foi levado para uma unidade experimental de saúde. O Ministério Público obteve a interdição ao alegar que o rapaz sofre de problemas mentais e não pode voltar a viver em sociedade.

Após o TJ negar o habeas corpus, a Defensoria informou que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para colocar Dionathan em liberdade.

Vítimas - O primeiro a morrer foi o pedreiro Catalino Gardena, que era alcoólatra. O crime foi em 2 de julho de 2008. A segunda vítima foi a frentista homossexual Letícia Neves de Oliveira, encontrada morta em um túmulo de cemitério, no dia 24 de agosto.

A terceira e última vítima foi Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada morta seminua em uma obra, no dia 3 de outubro. Dionathan foi apreendido no dia 9 de outubro, seis dias após o último assassinato, em casa. No quarto dele havia pôster do Maníaco do Parque e de um diabo.

Para cometer os crimes ele utilizava luvas cirúrgicas. O maníaco estrangulava as vítimas e terminava de matá-las com faca, arma com a qual ele escreveu INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito do primeiro alvo. Os corpos das vítimas eram colocados em forma de cruz.




Ele já não é maior de idade? Então vamos mostrar a foto dele né. Já que ele vai ser solto daqui a pouco quero ter tempo de fugir quando ver ele pelas ruas.
 
Maryanna Brittes em 22/02/2012 12:18:18
Que absurdo a defensoria vai lutar para deixar um maníaco desse em liberdade, fala sério, é porque o pessoal da defensoria vai ficar bem longe desse maníaco, pois se morasse na mesma cidade jamais iria soltar um cara como esse, ele deve ficar para sempre afastado da sociedade, é um absurdo dar liberdade para um cara desse.
 
fátima Sene em 21/02/2012 12:14:34
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