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Campo Grande, Sábado, 24 de Setembro de 2016

17/09/2016 09:16

Quase 3 mil funcionários do comércio da Capital são demitidos em 8 meses

Renata Volpe Haddad
Dados do Caged apontam que desde janeiro deste ano, setor do comércio não gerou empregos e só demitiu funcionários. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)Dados do Caged apontam que desde janeiro deste ano, setor do comércio não gerou empregos e só demitiu funcionários. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)

O número de demissões no comércio de Campo Grande chegou a 2.965 funcionários entre janeiro e agosto deste ano. A média de mais de 370 fechamento de vagas por mês mostra que o setor ainda sofre as consequências da crise econômica e a retração do consumo. 

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Os dados são do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande. De acordo com o diretor de comunicação, André Garcia, as pequenas empresas foram as que mais demitiram. "Percebemos que as empresas precisaram passar por ajustes e nisso entra a demissão dos funcionários. Vimos também que trabalhadores mais antigos, que tinham salários maiores, acabaram demitidos e para o cargo deles, funcionários com salários menores, foram contratados".

Os segmentos acompanhados pelo sindicato incluem: comércio, supermercados, construção e concessionárias. Ao todo, em oito meses deste ano, 5.470 funcionários foram demitidos, com mais de um ano de carteira assinada.

No geral, de janeiro a agosto foram 4.291 demissões sem justa causa e 849 pedidos de demissão. No setor de supermercados, são 1.515 demissões. "Esse número de demissões não nos chama atenção porque o fluxo de funcionários em supermercados é grande", informa Garcia.

Segundo o presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), João Carlos Polidoro, é perceptível que o número de demissões deste ano, foi maior que em 2015, se for comparado o mesmo período. "Todas as empresas que tiveram queda nas vendas devido a crise nacional, foram obrigadas a fazer um ajuste no quadro de funcionários e um dos maiores custos que os empresários têm, é com a folha de pagamentos", avalia.

Ainda conforme Polidoro, desde maio, é possível ver que as vendas pararam de cair. "De lá para cá, as vendas estão se mantendo estáveis e as empresas estão trabalhando com equipe mínima de funcionários, porém, agosto teve um pequeno aumento nas vendas e a tendência é melhorar nos próximos três meses", informa.

Sobre as contratações de temporários para o fim do ano, o presidente da ACICG alega que não será igual aos anos interiores, mas será preciso contratar. "Como o movimento de fim de ano é grande, os empresários não vão conseguir atender a demanda com poucos empregados, por isso, vai ter sim contratação, só que não em grande escala".

Crise – Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontam que em Mato Grosso do Sul, desde janeiro deste ano, o setor do comércio não reage e só demite funcionários.

Em janeiro deste ano, o comércio fechou 505 vagas, provavelmente por conta do fim do período de temporários. Em fevereiro, 188 trabalhadores do comércio foram demitidos.

Já em março, foram 807 demitidos, mantendo o ritmo de demissões em abril, com fechamento de 578 vagas de trabalho no setor. No mês de maio, conforme dados do Caged, 118 vagas foram fechadas, sendo que em junho, 44 funcionários com carteira assinada foram demitidos. Em julho, 78 vagas no comércio foram fechadas.




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