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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

29/07/2017 07:39

A aprendizagem de língua inglesa na Educação Infantil

Por Juliana Pelegrini Ponsoni

Ao lidarmos com as aprendizagens de crianças, um dos processos mais interessantes é o que se relaciona à rapidez com que aprendem e respondem aos processos e tarefas pedagógicas desenvolvidas. Não diferente a isso, quando estamos envolvidos com a aquisição, aprendizagem e/ou ampliação de repertório linguístico também se faz possível observar esse rápido processo de incorporação de conhecimentos.

A princípio, estamos integrando dois universos de alta complexidade: por um lado, o da criança e, por outro, o das estruturas das línguas naturais que estão sendo aprendidas. Entretanto, vemos que essa interação complexa de aprendizado se dá em absoluta simbiose e em processos muito rápidos.

No processo de aquisição de língua inglesa em crianças entre três e cinco anos alguns dados são bastante reveladores para compreender o que estamos a dizer. Um exemplo que podemos dar é o da contação de histórias como exercício pedagógico cujo principal objetivo é a ampliação do repertório vocabular. Em uma história narrada em contos de fadas, gênero textual com o qual as crianças já têm certa aproximação e domínio, é possível propor atividades de fixação simples, mas efetivas, de vocabulário específico, como substantivos próprios e abstratos – ressaltando que, na educação infantil, as crianças estão no nível de aprendizagem do alfabeto, isto é, no contexto de aulas predominantemente orais em que ainda não formam frases tampouco dominam a competência escrita.

Nessas atividades a interação e a rápida aprendizagem é bastante grande, conseguindo, em um curto período, a assimilação de várias palavras por atividade ou unidade didática, desde que sejam apresentadas de forma contextualizada. Além disso, se essa atividade for desenvolvida de maneira a instar a sinestesia nas interações entre o conteúdo de ensino e os alunos, ou seja, ao utilizarmos palavras-chaves, enfatizadas em flash-cards (cartas semioticamente destacadas em cores, formas e com o vocabulário objeto da aprendizagem), na parte contada da história, têm-se, sem dúvida, um acréscimo de estímulos e, consequentemente, uma provável melhora na resposta de aprendizado.

Ainda nessa perspectiva, com o objetivo de ensinar os expedientes linguísticos verbais, podemos propor atividades de caráter lúdico em que as crianças correm até objetos coloridos, por exemplo, e, dessa forma, não só aprendem a associação entre cor, palavra e mundo, mas também orientações injuntivas por meio de verbos imperativos. Algo de muito ganho educacional e social para as crianças, uma vez que nas práticas sociais letradas, sejam orais, sejam escritas, com as quais convivemos estão permeadas de textos instrucionais e injuntivos, tais como as propagandas de campanhas educativas ou terceiro setor ou mesmo as atividades propostas dentro do ambiente escolar.

Assim sendo, há, nesses mecanismos de aprendizagem, dois recursos muito importantes, a saber, as atividades que interagem com o caráter lúdico e as que interagem com a intersecção e acréscimos semânticos no desenvolvimento e aquisição das estruturas e repertórios dos expedientes linguísticos. Ao associar esses dois mecanismos, existe um ganho efetivo e rápido no conhecimento dos estudantes. Essa rápida aprendizagem por meio das atividades nos mostra que, ainda que estejamos ensinando uma estrutura complexa, que é o sistema linguístico, a complexidade psicológica, cognitiva e sociocultural e afetiva das crianças é suficientemente potente para a aquisição desses novos dados complexos.

Juliana Pelegrini Ponsoni é professora de Inglês no Colégio Marista Champagnat em Ribeirão Preto (SP), do Grupo Marista.

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