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Campo Grande, Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

29/01/2018 16:20

A força da negociação coletiva

Por Daniel Amado Felicio (*)

Iniciamos 2018 com muito otimismo, sob o manto da nova legislação trabalhista e a consolidação da convenção coletiva de trabalho da categoria de limpeza, conservação e mão de obra terceirizada, amplamente discutida e negociada pelos representantes dos sindicatos laboral e patronal.

Esse novo contexto demonstra a importância da representação sindical empresarial para a estruturação e desenvolvimento de um segmento e também para o fomento de um ambiente de negócios próspero, saudável e equilibrado.

Tal cenário invariavelmente exige da classe empresarial uma postura participativa e a mais perfeita compreensão do direito coletivo do trabalho e da organização sindical, já que a negociação coletiva – que tem status constitucional – é condição básica para uma empresa atuar e se estabelecer adequadamente no mercado, com respeito às partes interessadas.

O próprio mercado tem uma melhor percepção de valor acerca de uma atividade empresarial quando esta está respaldada por uma estrutura sindical atuante. E o instrumento que garante esse equilíbrio é a Convenção Coletiva de Trabalho, referencial que sustenta as oportunidades de negócio junto aos potenciais contratantese que, importante frisar, vale para todos, independentemente de filiação sindical.

Reconhecido como uma entidade séria, responsável e comprometida com o êxito das empresas que representa, o SEAC-MS demonstrou mais uma vez muita habilidade no processo de negociação ao agregar interesses antagônicos, equacionar valores e expectativas e também garantir o equilíbrio necessário nas relações que se estabelecem entre as empresas e a sua força de trabalho.

Não por acaso, a CCT 2018 aprimorou pontos já consolidados e trouxe inovações importantes, adaptando-se aos novos tempos pós reforma trabalhista com muita maturidade, balizando e gerando valor para a atividade de forma equânime. Dessa forma, caminhamos para o desenvolvimento e valorização da liberdade de atuaçãosem aviltamento de direitos trabalhistas. Todos ganham, o mercado agradece.

* Daniel Amado Felicio é presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação de MS e diretor da Funcional Serviços Terceirizados.

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