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FEVEREIRO, QUARTA  18    CAMPO GRANDE 27º

Direto das Ruas

Com enxurradas, moradores enfrentam isolamento a cada temporal

Com 1,5 km de distância, Jardim Seminário e Nossa Senhora Aparecida sofrem com lama e crateras

Por Geniffer Valeriano | 18/02/2026 17:59

Com apenas 1,5 quilômetro de distância entre si, moradores do Jardim Seminário e do Bairro Nossa Senhora Aparecida enfrentaram transtornos semelhantes durante a chuva da tarde desta quarta-feira (18). Vídeos enviados à reportagem mostram a força da enxurrada que desce de bairros vizinhos e transforma ruas em verdadeiros rios de lama.

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Durante forte chuva nesta quarta-feira (18), moradores do Jardim Seminário e do Bairro Nossa Senhora Aparecida, em Campo Grande, enfrentaram alagamentos que transformaram as ruas em rios de lama. Com apenas 1,5 quilômetro de distância entre si, os bairros sofrem com problemas semelhantes.Nas duas localidades, moradores ficaram ilhados. A situação é recorrente e agravada pela falta de pavimentação em algumas vias. Após as chuvas, as ruas ficam esburacadas devido ao acúmulo de pedras trazidas pela enxurrada, mesmo com manutenções ocasionais realizadas pela prefeitura.

No Jardim Seminário, as imagens foram gravadas por Ana Silva, de 27 anos. A jovem mora em uma via próxima à Rua Frutuoso, que ficou tomada pela água barrenta. Segundo ela, a situação já virou rotina. “Toda vez acontece isso e, para nós, nem é mais novidade”, relatou.

Durante o temporal, Ana chegou a ficar ilhada. Mesmo com a rua alagada, alguns motoristas se arriscaram a atravessar o trecho. “Sempre que chove forte fica assim. Ninguém consegue passar, só quem é mais corajoso mesmo”, comentou.

A cerca de 1,5 km dali, na Rua Benedito Pache Terra, no Bairro Nossa Senhora Aparecida, o cabeleireiro Jhonatan de Queiroz, de 33 anos, também ficou ilhado. O “rio” que se forma na via já é conhecido pelos moradores.

“Essa rua dá acesso à da minha casa. Dependendo da chuva, se vem muito forte, chega a entrar em algumas casas. Esse é um bairro que fica entre o Coophasul e a Nasser. Todas as ruas que descem para a Tamandaré viram um rio quando chove”, contou.

Para conseguir sair ou entrar em casa, Jhonatan precisa esperar a chuva cessar. Como nem todas as vias da região são asfaltadas, após a enxurrada as pedras ficam espalhadas e deixam outro problema: crateras abertas ao longo da rua.

“Nesse projeto que saiu, o nosso bairro seria o primeiro a ser asfaltado, mas não saiu do papel. Quando estava chovendo direto, os vizinhos se reuniram e conseguimos pagar uma patrola para tirar um pouco das pedras que descem. Quando chove muito vira uma buraqueira. Às vezes a prefeitura dá uma arrumada nas ruas, mas, quando vem outra chuva, tira tudo de novo”, afirmou.

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Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.