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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

07/03/2018 07:53

A Importância da Educação Ambiental

Por Amanda Micheli Mariano de Mello (*)

Nos últimos tempos houve um interesse crescente pelas questões ambientais. Diante disso tal preocupação pode ser relacionada com a degradação indiscriminada do planeta terra. Quando os problemas começaram a aparecer e a saúde foi ameaçada, a atenção foi voltada a tudo o que poderia afetar o ambiente em que se vive entrou em pauta. Visto isso a conferência de Estocolmo em 1972 deu a grande largada.

Ademais, anos de exploração não sustentada dos recursos naturais gerou uma sociedade com hábitos difíceis de serem mudados. Dessa forma problemas como o aquecimento global, a destruição da camada de ozônio, a desertificação de algumas áreas e a extinção de parte da biodiversidade foram as fontes que impulsionaram um movimento que teve início nos anos 60 e que até os dias de hoje vem crescendo em termos de importância mundial: o ambientalismo.

Podemos observar no Brasil com a promulgação da nova Constituição Federal, em 1988. A discussão em torno das questões ambientais avançando no cenário nacional, e a nova Magna Carta guarda marcas desse fortalecimento, mencionando explicitamente a importância das questões ambientais para a nação.

Com isso, na década de 80 presenciou os grandes debates em torno das estratégias para ampliar e consolidar os espaços institucionais em favor da educação ambiental, e foi nesse cenário que se construiu a educação ambiental no Brasil

Apesar da criação de leis federais, como instituição da Política Nacional do Meio Ambiente, que apontam a necessidade de uma educação ambiental em todos os níveis de ensino, como diz no Art.225, porém a realidade tem sido diferente. Mas, por que isso acontece, por que a pratica da Educação Ambiental quase não existe?

Prefiro acreditar que seja por falta de informação dos governantes e não pelos seus interesses sociais e econômicos de manter uma população ignorante. Isto é, a Educação, tem como objetivo formar cidadãos capazes de fazer uma leitura do mundo, refletir sobre problemas de modo geral, como moral, religioso e ambiental.

Ademais a Educação Ambiental é de suma importância, é uma necessidade social e cultural, mas a mesma não resolverá todos os problemas ambientais ou salvara o planeta, porém irá criar o respeito e a visão de que devemos proteger, cuidar do meio ambiente na medida do possível e fazer o que está ao alcance para manter a natureza para as futuras gerações.

O trabalho com o meio ambiente nas escolas traz a ela a necessidade de estar preparada para tal tema, juntamente com a capacitação dos professores para que possam desenvolver um bom trabalho com os alunos. Além disso os professores têm o papel de ser o mediador das questões ambientais, mas isso não significa que ele deve saber tudo sobre o meio ambiente para desenvolver um trabalho de qualidade com seus alunos, mas que ele esteja preparado e disposto a ir à busca de conhecimentos e informações e transmitir aos alunos a noção de que o processo de construção de conhecimentos é constante.

Visto isso o professor precisa buscar junto com os discentes conhecimento, com o propósito de desenvolver neles uma postura crítica diante da realidade ambiental e de construírem uma consciência global das questões relativas ao meio ambiente para que possam assumir uma mudança de valores.

Esses fatores evidenciam a necessidade de campanhas e eventos de conscientização para as comunidades; demonstrar como fazer uso dos recursos naturais sem gerar impacto ao ambiente; estimular a formação de grupos de conscientização para trabalhar a questão do impacto gerado pelos resíduos domiciliares a partir dos “3 R’s”; planejar atividades de educação ambiental a partir recursos renováveis; estimular a formação de grupos de discussão para o debate dos problemas ambientais locais; ensinar métodos de manejo do lixo; formar multiplicadores ambientais, sejam eles professores, alunos ou membros da comunidade.

Ademais o papel da educação ambiental é fundamental para firmar mudanças e atitudes, comportamentos e procedimentos para jovens, crianças e comunidades.

Dessa forma o governo juntamente com a escola, deve disseminar informações e transmitir conhecimentos relativos ao meio ambiente, ao passo que formarão jovens com pensamento crítico e consciente, que levarão os conhecimentos adquiridos para sua casa e seu bairro, propondo ideias e soluções que auxiliarão no desenvolvimento sustentável e na mitigação dos danos causados ao meio ambiente.

No entanto, é necessário que os professores sejam mediadores dessa proposta educativa, levando ações práticas e do dia a dia que visem à reflexão e conscientização de seus alunos. Para tanto, é necessário que o corpo docente das instituições estejam preparadas para enfrentar este desafio, educando-os de forma lúdica e ratificando valores de proteção e preservação do meio ambiente.

Desse modo, uma atitude de preservação é algo que se cria no indivíduo, não que se impõe. Daí a grande necessidade de se trabalhar esse assunto desde o ensino fundamental até as universidades. A lei de educação ambiental com foco no desenvolvimento da consciência ecológica também repõe problemas de profundidade extraordinária: os alicerces da sociedade moderna, a intensidade de ocupação populacional dos espaços geográficos, o predomínio da razão sobre outras dimensões humanas, bem como o destino da sociedade, da cultura e do indivíduo.

(*) Amanda Micheli Mariano de Mello é estudante de Engenharia Ambiental na UFMS

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