A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

22/02/2016 15:07

A “mosquita e a presidenta”, uma fábula nacional

Por Heitor Freire (*)

Sem dúvida, a nossa presidente é uma pessoa de sorte. De repente o país é mobilizado de norte a sul e de leste a oeste para o combate do famigerado Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e da zika. Palavras que passaram a conviver conosco em nosso dia a dia.

Aedes (Stegomyia) aegypti (aēdēs do grego "odioso" e ægypti do latim "do Egipto") é a nomenclatura taxonômica (= binomial, nome científico aplicado às plantas e animais, composto de dois nomes: um substantivo que designa o gênero e um adjetivo que designa a espécie) para o mosquito que é popularmente conhecido como mosquito-da-dengue ou pernilongo-rajado, uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África, atualmente distribuído por quase todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer (Wikipédia).

O mosquito se tornou íntimo nosso, de repente, mas não é novato no nosso planeta e em nosso país. O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado Culex aegypti. Culex significa “mosquito” e aegypti, egípcio, portanto: mosquito egípcio.

O gênero Aedes só foi descrito em 1818. Logo verificou- se que a espécie aegypti, descrita anos antes, apresenta características morfológicas e biológicas semelhantes às de espécies do gênero Aedes – e não às do já conhecido gênero Culex. Então, foi estabelecido o nome Aedes aegypti (Wikipédia.)

No início do século 20, houve um surto de febre amarela no Rio de Janeiro que foi objeto de muita polêmica, com a população se revoltando contra os famosos amarelinhos, como eram conhecidos os funcionários do Serviço contra a Malária, impedidos de entrar nas casas. O comandante dessa verdadeira batalha foi o grande cientista brasileiro Oswaldo Cruz, que, inclusive sofreu ameaças de agressão física. Foi um herói.

Da sua iniciativa nasceu o Instituto Manguinhos. Esse surto gerou a execução de rígidas medidas de controle que levaram, em 1955, à erradicação do mosquito no país.
No entanto, a erradicação não recobriu a totalidade do continente sul americano e o vetor permaneceu em áreas como o sul dos Estados Unidos, Venezuela, Guianas, Suriname e toda extensão insular do Caribe e de Cuba. O que acabou ocasionando a sua disseminação por todo o nosso continente.

Durante toda a sexta feira (19) houve uma mobilização nacional para o combate ao mosquito. O governo federal organizou e dedicou esforços envolvendo todos os seus ministros, que visitaram as capitais do país, estimulando a comunidade escolar para ações de eliminação dos focos, conscientizando a população para que se unam todos nesse combate.

É interessante notar que sobraram ministros. Temos 31 ministros e 26 estados mais o Distrito Federal. É mais uma constatação do absurdo de ministérios (eram 39) que consomem grande parte do orçamento do Tesouro Nacional, com gastos exorbitantes e que raramente se destinam ao bem estar da população.

Além dos ministros, 220.000 homens das forças armadas estão participando desse esforço nacional para a conscientização da população gerando assim uma campanha de mobilização poucas vezes vistas em nosso país.

Essa situação aliada à extensa publicidade deflagrada pelo governo, polarizou a atenção de todos. O mosquito acaba sendo a salvação da lavoura para a presidente Dilma, que viu, assim, desviada a atenção do povo para uma emergência nacional.

Não podemos desconhecer que a situação é grave, muito grave mesmo, mas é inegável também que a nossa presidente se escondeu atrás do mosquito ou da “mosquita” para usar o termo com que ela se refere à fêmea do mosquito. Essa nossa presidente tem cada uma de lascar...Ela esteve em pessoa em Juazeiro (BA), onde deu uma “aula” de 50 minutos a estudantes sobre o tema dominante.

Esta sobrevida que foi conseguida pela presidente tem data de validade: passada a euforia pela campanha, a atenção de todos vai novamente ser voltada para a inflação, para a corrupção de vários segmentos do governo federal, para os gastos sem nenhum controle.

E aí vamos ver a nossa presidente às voltas com a realidade que o seu desgoverno criou.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

Antônio Baiano – Um Gigante
Roseli Marla, minha cunhada querida, neste momento de profunda tristeza que todos estamos vivendo com a morte prematura do nosso querido Antônio Baia...
Projeto de lei pretende punir quem ocultar bens no divórcio
Quem milita na área do Direito de Família está, infelizmente, mais do que acostumado a se deparar com inúmeros expedientes para fraudar o direito à m...
Internet, Vínculos e Felicidade
A cada dia estamos passando mais tempo em celulares e computadores. Tanto que muitas vezes, quando maratonamos seriados, até a televisão pergunta: "t...
Origem espiritual da Profecia
Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado mort...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions