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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

01/05/2017 14:56

Emprego juvenil: vamos erguer essa bandeira?

Por Lyana Latorre (*)

Em meio a tantas preocupações que nos rodeiam, por que devemos escolher aumentar as chances de nossos jovens terem acesso a um emprego formal? Os motivos são muitos, mas os números são sempre uma resposta universal e irrefutável: no mundo, são 21 milhões de desempregados e desse total, 13,9% estão na América Latina; na região, somente 50% dos que tem até 24 anos trabalha e desse total, somente 22% estão em empregos formais; entre os jovens, a taxa de desemprego é três vezes maior que entre os adultos.

Esses números trazem consigo efeitos colaterais como abandono escolar (mais de 50% dos jovens latino americanos não completam os estudos) e falta de planejamento familiar, o que afeta principalmente as mulheres. Ao deixar a escola, esses jovens reduzem drasticamente o acesso à informação e, consequentemente, às oportunidades de emprego.

Estamos diante da terceira maior problemática da América Latina e encontrar meios de interromper esse círculo vicioso é parte do nosso desafio. Por ser uma empresa com capilaridade em 20 países da América Latina e reconhecida por acolher quem procura o primeiro emprego, essa deve ser nossa missão.

Por meio de um novo modelo operacional, seremos um agente catalizador de mobilidade social e de criação de oportunidade de emprego para jovens que queiram ingressar no mercado de trabalho. E experiência não nos falta, pois hoje damos o primeiro emprego a mais de 75 mil jovens na América Latina, todos os anos. Podemos – e queremos – mudar esse jogo.

Quando uma companhia estabelece uma estratégia com esse impacto social, deve estar cercada de cuidados para que esta seja efetiva e sustentável. De outra forma, de que adiantaria empregar parte desses jovens e não dar a eles qualquer expectativa de capacitação e de crescimento profissional?

Diante disso, estabelecemos que queremos continuar dando oportunidade de trabalho a esses jovens, fortalecendo o componente social, desenvolvendo uma política baseada em três pilares: criação de empregos e identificação de talentos, fortalecimento de competências e de habilidades interpessoais e plano de carreira. Assim, acreditamos que contribuiremos para mudar a trajetória de vida de jovens latino americanos, incluindo aí muitos brasileiros, em situação de risco.

E para isso vamos aproveitar toda a experiência que temos em trabalhar com os jovens, mobilizando nossas maiores forças: empregados e fornecedores. Somente juntos chegaremos lá. Nossos talentos internos contribuirão no recrutamento, implementação e manutenção desse projeto, e os parceiros comerciais serão convidados a atender a esse chamado da sociedade. Entendemos que outras empresas precisam olhar para esse tema e engrossar a lista de resultados, o que exige um trabalho de longo prazo.

(*) Lyana Latorre é diretora de Engajamento e Responsabilidade Social da Arcos Dorados, franquia que administra a marca McDonald’s na América Latina. A executiva é responsável pelos projetos de sustentabilidade, empregabilidade, apoio a combate ao câncer infanto-juvenil e apoio à comunidade nos 20 países onde a empresa atua.

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