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Campo Grande, Domingo, 26 de Março de 2017

30/03/2011 11:02

Evolução e crescimento profissional através do conhecimento

Por Cida Amaral (*)

Especialistas em economia consideram a década que se inicia como a das oportunidades para o Brasil. Entretanto, avaliam que a escassez de mão de obra com a qualificação adequada poderá emperrar a continuação do crescimento do país. É o momento certo para um upgrade de conhecimentos, primeiro para atender à urgência da demanda e, consequentemente, desenvolver novas habilidades que certamente contribuirão para a realização profissional e pessoal de cada indivíduo.

Como fornecedores de soluções e sistemas para corretoras de seguros e consultorias de benefícios, acompanhamos de perto o crescimento dos setores de seguros e saúde suplementar. Na área de seguros, segundo o superintendente da SUSEP(Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio, “a estimativa é de que esse segmento da economia represente pelo menos 6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro na metade desta década” (publicado pela Agência Brasil, 10-03-2011).

Sabemos que o setor vem se preparando para acompanhar esta demanda, disponibilizando vários cursos de curta duração a pós-graduações e até treinamentos no exterior. Por outro lado, também cresce a procura pelos mesmos. Conforme divulgado na mídia especializada, em 2010 a procura por cursos técnicos da Funenseg (Escola Nacional de Seguros) aumentou 48,7%, o que mostra o compromisso do setor com a capacitação profissional.

Parte desta corrida em busca de conhecimento deve-se ao Programa de Certificação Técnica para Seguros, criado pela SUSEP. Além da Funenseg, os SINCOR'S (Sindicatos dos Corretores de Seguros), o CVG(Clube de Vida em Grupo) e os Sindicatos dos Securitários oferecem vários cursos de curta duração para técnicos em ramos de seguros, neurolinguística e outros ligados às atividades de corretagem. Ainda assim, muitas empresas encontram dificuldades em contratar os profissionais que precisam, o que evidencia a necessidade de reciclagens constantes.

A falta de orientação no início da carreira também pode ser um fator da escassez de profissionais qualificados. Muitas vezes, a escolha pela área de atuação se dá quando ainda somos muito jovens. A opção quase sempre se dá por critérios como influência ou imposição dos pais, remuneração dos cargos ligados à carreira ou por já atuar em determinada área. Entretanto, ao escolher uma profissão devemos considerar, principalmente, nossas próprias habilidades ou vocação. O sucesso profissional está intimamente ligado à satisfação com que fazemos nosso trabalho.

Mas, independente da área de atuação ser ou não coerente com nossas principais habilidades, a busca pelo conhecimento deve ser constante. Se erramos na primeira oportunidade, precisamos estar aptos a pesquisar e buscar outras alternativas mais adequadas aos nossos anseios e aptidões através de atualizações e reciclagem de conhecimentos - face à rapidez com que novas oportunidades e demandas surgem a cada dia.

Uma boa formação profissional, aliada à constante busca por conhecimentos, facilita a identificação de novas oportunidades de trabalhos, favorecendo o incremento dos salários e gerando mobilidade socioeconômica. Além de desenvolver novas capacidades e moldar os comportamentos rumo à realização pessoal, promove uma melhor participação da pessoa no desenvolvimento socioeconômico e cultural da sociedade.

Enfim, no momento em que sobram vagas de trabalho em quase todas as áreas profissionais a palavra de ordem é “qualificação e re-qualificação”. Fica a dica.

(*) Cida Amaral é consultora de negócios.

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