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13/02/2015 15:08

Felicidades e perdas

Por Dominique Magalhães (*)

É comum procurarmos motivos capazes de justificar ou descrever nossa felicidade. Acreditamos que seremos realizados quando tivermos um carro novo, uma promoção no trabalho, um novo corte de cabelo, cinco quilos a menos, um belo guarda-roupa ou aquele amor considerado "perfeito". Mas, até que ponto essas coisas são realmente necessárias para nos fazerem sorrir? E por quanto tempo?

Apostamos todas as nossas fichas em algumas destas sentenças e é aí que colocamos tudo a perder. A felicidade não é plena, constante, imutável.

Ouvia sempre um "chavão" no colégio quando o assunto era desilusão com garotos: "Se ama alguém, deixe-o livre. Se voltar é porque sempre foi seu". Nunca entendi muito bem, pois sempre considerei a liberdade como direito natural. Para algumas pessoas, o parceiro é livre enquanto "seu", dentro do "seu" espaço, agindo de acordo com "seus" pensamentos.

De cada relação, procure ver o que lhe agrada e o que não cabe em sua vida. Relacionamento, seja de amor ou de amizade, também é aprendizado. Não podemos nos julgar donos dos outros. Somos todos pássaros, de passagem...

Recentemente, uma amiga muito especial foi ceifada por um amor passional. Por não querer mais viver num relacionamento conturbado, teve sua vontade calada por uma arma branca. Muito triste. E como podemos impedir que isso aconteça? Tirar a vida de alguém é inadmissível.

É preciso saber aceitar um "não", é preciso respeitar a vontade do outro e é preciso saber lidar com as perdas lucidamente.

Ser feliz não seria entender a real importância das pessoas? Sentimentos e a compreensão do tamanho das coisas?

Se não sabemos quem somos, nunca entenderemos a felicidade.
Se não identificarmos a música que nos emociona, a pintura que nos fala, o sabor que nos agrada, não nos reconheceremos. Sem identificar nossos próprios sentimentos, habilidades e gostos, estaremos vazios e também não enxergaremos o outro. Se eu me conheço, me reconheço no próximo.

Todo relacionamento, seja ele amoroso ou de amizade tem sua razão de existir e seu próprio tempo. É preciso aceitar isso. A honestidade é a solução para que tudo funcione. Olhe nos olhos, seja gentil e procure usar suas melhores palavras, assim como gostaria que fizessem com você.

Entenda que para conquistar a felicidade, também é preciso saber perder. Quem sabe perder, ganha o jogo.

(*) Dominique Magalhães, empresária e autora do método “Dom” e “Projeto Social Dom – Qual é o seu dom?"

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