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Campo Grande Vôlei busca patrocínio para manter vaga na Superliga B

Por conta de desistências, a CBV questionou o clube sobre o interesse em participar da próxima edição

Por Judson Marinho | 08/07/2026 18:27
Campo Grande Vôlei busca patrocínio para manter vaga na Superliga B
Jogadores da Sesc MS vôlei em quadra pela Superliga B 2025/2026 (Foto: Divulgação / Sesc MS Vôlei)

O Campo Grande Vôlei pode seguir na Superliga B masculina na temporada 2026/2027, mesmo após o rebaixamento na edição anterior.

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O Campo Grande Vôlei foi convidado pela Confederação Brasileira de Voleibol para disputar a Superliga B masculina na temporada 2026/2027, ocupando vagas remanescentes após desistências de outros clubes. Apesar do rebaixamento anterior, a equipe sul-mato-grossense tem até o dia 21 de julho para confirmar interesse e superar desafios financeiros. A diretoria busca patrocínios e apoio governamental para custear a inscrição e garantir a manutenção do estado no cenário nacional do esporte.

A possibilidade surgiu após a desistência de equipes que tinham vaga assegurada na competição, levando a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) a consultar oficialmente o clube sul-mato-grossense sobre o interesse em disputar novamente a segunda divisão nacional.

Em ofício encaminhado na última segunda-feira (7), a entidade estabeleceu o prazo até 21 de julho para que a Associação Esportiva Campo Grande Vôlei confirme a participação.

Caso não manifeste interesse até a data, a equipe será considerada desistente. Além disso, a taxa de inscrição, no valor de R$ 6 mil, deverá ser quitada até 24 de julho.

A oportunidade, porém, esbarra no principal desafio enfrentado pelo clube desde o acesso: a falta de recursos financeiros. Sem patrocínios garantidos, a diretoria corre contra o tempo para viabilizar a permanência na competição.

Segundo o presidente da Associação Esportiva Campo Grande Vôlei, Samir Smail Dalleh, a equipe já iniciou uma série de contatos em busca de apoio junto ao Governo do Estado e a possíveis parceiros da iniciativa privada.

"Recebemos o e-mail da CBV perguntando se temos interesse na vaga. Temos até o dia 21 para confirmar. Estamos buscando apoio junto ao Governo e também tentamos renovar a parceria com o Sesc, que nos ajudou na temporada passada, mas, por causa da troca de presidência, parece que isso não deve acontecer. Estamos fazendo de tudo para dar continuidade ao projeto, porque foi muito difícil chegar até lá", afirmou.

O dirigente destaca que a primeira experiência na Superliga B trouxe aprendizados importantes e mostrou que a equipe tem condições de competir em igualdade com adversários tradicionais.

"Aprendemos muita coisa, vimos algumas deficiências que podem ser corrigidas e também a necessidade de reforçar o elenco. Não foi uma competição tão distante da nossa realidade. Perdemos muitos jogos por diferenças pequenas. Até contra a equipe campeã fizemos uma partida equilibrada, com sets decididos por apenas dois pontos. Estamos tentando confirmar a participação, mas está difícil", disse.

Vôlei de MS no cenário nacional - Na temporada 2025/2026, o então Sesc MS Vôlei encerrou sua primeira participação na Superliga B na penúltima colocação entre as 14 equipes participantes. Em 13 partidas, o time conquistou duas vitórias e somou seis pontos, sendo rebaixado ao lado de Apan, Aprov Chapecó e América-RN.

Antes do início da competição, o objetivo do clube era justamente garantir a permanência na segunda divisão nacional.

O acesso havia sido conquistado em outubro de 2025, ainda sob o nome de Pantanal Vôlei, após a campanha vitoriosa na Superliga C. O feito recolocou Mato Grosso do Sul na Superliga B após oito anos de ausência.

A última participação de uma equipe sul-mato-grossense na competição havia ocorrido em 2017, quando a AVP/Rádio Clube (Associação de Vôlei do Pedregal) representou o Estado.

Na ocasião, o elenco contava com o então jovem central campo-grandense Judson Nunes, que hoje integra a Seleção Brasileira de Vôlei.

Agora, a diretoria do Campo Grande Vôlei trabalha para transformar a nova oportunidade em realidade. Caso consiga reunir os recursos necessários e confirme a participação até o prazo estipulado pela CBV, Mato Grosso do Sul seguirá representado na segunda principal competição do voleibol masculino nacional.