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Campo Grande, Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

21/02/2011 07:36

Guerra das aposentadorias: Pedrossian x Wilson Martins

Por Manoel Afonso (*)

Mesmo de pijamas eles continuam guerreando, roubando a cena do noticiário dos políticos na ativa. A renúncia da aposentadoria de

Wilson tem a postura emblemática da moralidade na administração pública pregada pela UDN, que ele sempre admirou.

Metódico e organizado, Wilson conduziu suas finanças pessoais com sucesso, dando-se ao luxo de dispensar o recebimento dos R$24 mil reais que têm direito por força de lei. Pelos seus argumentos, fica evidente que não quer ver sua imagem desgastada na discussão que se trava sobre os aspectos legais e morais que cercam o benefício aos ex-governadores.

Claro que devido a iniciativa de Wilson ocorrer agora, quando o tema ganha espaço na mídia graças a OAB, e pelo fato da aposentadoria beneficiar o rival Pedrossian, criou-se o ambiente para questionamentos e comparações entre ambos.

Justiça seja feita, Wilson deixou claro que se tratava de decisão para preservar seu nome. Mas devido ao alto valor da aposentadoria renunciada e pelas denúncias de corrupção e abusos dos gastos da classe política, o gesto de Wilson repercutirá também em nível nacional.

Quanto a Pedrossian, cujas aposentadorias têm respaldo legal, diferente de Zeca do PT, viu algo mais no gesto de Wilson: uma espécie de provocação para atingi-lo. E aí, as acusações e as frases irônicas de Pedro contra a iniciativa de Wilson demonstram bem que apesar do tempo, dos remédios e das limitações físicas, as divergências são infinitamente maiores que as identidades entre ambos.

Assim, ao contrário da imprensa nacional, que deverá dar outro enfoque da renúncia do benefício, nós daqui vemos o episódio com outros olhos: a continuidade da guerra entre aqueles que lideraram o quadro político do Mato Grosso do Sul por mais tempo.

Tudo leva a crer que o embate verbal deva continuar e que muitos políticos –“Wilsistas e Pedristas” - vão pegar carona na discussão. Afinal, tocar neste assunto é garantia de espaço na mídia. De leve...

(*) Manoel Afonso é advogado.

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As aposentarias para ex-governadores, ex-senadores, entre outros, é um privilégio inaceitável. Os argumentos apresentados pelo ex-governador Pedrossian são verdadeira afronta ao povo de MS. Diz ele que está pobre. Que sustenta 04 familias (suas/seus filhos, noras, netos). Tenha paciencia. Se a familia do ex-Governador não tem dinheiro é simples, faça como todos nós, vá trabalhar. Cada um deve manter-se pelo seu próprio esforço. Parece que vivemos na época da Monarquia. Cada um tem que receber do Estado, em aposentadoria, o correspondente com sua contribuição. Ter sido Governador, por várias vezes, já foi um privilégio. Ainda falta a renúncia das aposentadorias de ex-Governadores também do Marcelo Miranda e da viúva do Ramez Tebet.
 
Luiza Ribeiro Gonçalves em 21/02/2011 08:56:07
Antes tarde que nunca. Quanto erro no comentário do Sr. Alberto!!
 
Lúcio Xarão em 21/02/2011 08:48:55
Mais uma discussão inssana de fim de carreira. Cada um fez seu preludio. Que recebam A aposentadoria e ponto final.
 
Antonio moraes em 21/02/2011 08:33:37
Pedro Pedrossian,Wilsom Barbosa,todos fizeram muito pelo estado, seria melhor deixar que recebam aposentadoria, talvez aumento absivo dos atuais politicos no ano de 2011, e mais vergonhoso, pelomenos esses senhores trabalharam muito pelo o estado,
 
Alberto Pontes Filho em 21/02/2011 08:10:57
Tem políticos que recebem aposentadorias de diversas fontes (Câmara, Senado, Governo, etc). Esse é um ponto. Acho que deveriam ao menos optar por uma. Em relação a renúncia do ex-governador Wilson, acho que se ele quer fazer bonito, não só renuncie, mas devolva o que recebeu durante o tempo que se locupletou. Que entra na política, em tese, o faz por altruísmo.
 
Henrique Macedo em 21/02/2011 01:13:25
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