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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

12/09/2017 07:10

Imaginem

Por José Renato Campos (*)

Imaginem um candidato ideal para os dias atuais... Quais seriam as credenciais desejadas? Casado? Com filhos? Bem formado? Bem sucedido? Honesto? Solidário? Prestativo? Trabalhador? Compromissado com o seu eleitorado? Sim, essas são algumas características que provavelmente imaginamos sobre um candidato.

Poucos meses atrás um candidato com características desejáveis poderia ser o ex-procurador do Ministério Público Federal, Marcelo Miller. Isso mesmo, aquele procurador envolvido no caso JBS, agora investigado por obstrução às investigações e exploração de prestígio. Atuante até o início do ano no Ministério Público Federal de Brasília, o doutor provavelmente reunia boas credenciais para ser um bom candidato nas próximas eleições. Distante de ser um político profissional e sem um histórico de envolvimento em atitudes ilícitas, ele poderia ser considerado por muitos como uma pessoa acima de qualquer suspeita. Um bom salvador para a nossa pátria.

Agora, voltando para a realidade, qualquer pessoa é honesta até ser corrompida. Casos de corrupção envolvendo o Legislativo e Executivo estamos cansados de assistir nos noticiários. O destaque, então, é que estamos descobrindo casos de corrupção envolvendo outro poder da república, o Judiciário. Começam a brotar nos noticiários relatos de comportamentos suspeitos ou crimes cometidos por alguns de seus membros.

Diante de todos esses fatos, começo a perceber que mesmo com uma boa reforma política ou outras reformas essenciais, ainda teremos dificuldade em melhorar o país. Mesmo com um congresso renovado com as eleições de 2018, ainda podemos ver cenas de corrupção como as atuais. Isso porque o nosso sistema atual é, infelizmente, corrupto. O mocinho pode ser tornar bandido em um piscar de olhos.
Assim, o nosso problema é mais complexo do que imaginamos.

Uma solução para o crime de corrupção que esfola o nosso país seria não só a criação de leis mais rígidas para esse tipo de crime, mas principalmente a execução dessas leis de forma rápida e exemplar. Ilustrando, para crimes de corrupção envolvendo valores astronômicos a aplicação de pena máxima seria pertinente. Para a maioria da população os milhões de reais escondidos em apartamentos ou contas no exterior seriam mais bem aproveitados se fossem utilizados para salvar milhares de vidas nas filas dos hospitais públicos.

(*)José Renato Campos é aluno de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da Unesp e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.

 

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