A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 19 de Outubro de 2019

24/12/2013 09:19

O amor líquido e a negociação

Por Rosineia Oliveira dos Santos (*)

Inicio o artigo relendo o que Fernando Pessoa descreveu: “Os empregados pensam que serão felizes, se conseguirem um emprego. Os enfermos pensam que serão felizes, se conseguirem saúde. Mas não pensam que no mundo existem pessoas que, embora tendo emprego e saúde, vivem infelizes”.

Gerar terreno fértil para as emoções, não é fácil, pode-se treinar usando palavras que têm conotação positiva e persuasiva, estes termos geralmente formam imagens da mente do ser humano, o recomendável é exercitar para que no momento da negociação as conclusões apareçam de forma simples para todos.

Para criar fortes relacionamentos, sejam eles no trabalho ou na vida pessoal, é preciso obter bons resultados em um acordo, deve-se analisar o todo e não cada um, individualmente.

Neste sentido, uma parábola exemplifica “O praticante católico tira o chapéu em sinal de respeito e humildade quando entra em uma Igreja. Com o mesmo objetivo, o judeu coloca o Kipá quando entra em uma Sinagoga. Para o católico, colocar o chapéu dentro do templo tem um significado diferente do que para o judeu e vice-versa”.

Na sociedade atual os conflitos surgem por três razões: competição entre as pessoas; divergências de quem se quer atingir em ambas as partes ou pela tentativa de autonomia ou de libertação de uma pessoa em relação a outra. Bauman, sociólogo polonês, descreve que nosso mundo é de constante “individualização”, oscila entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro.

Mas a estrada foi longa, até que essas evidências vividas abrissem um caminho no modo de pensar e agir das pessoas. Talvez essa própria ideia de relacionamento contribua para essa confusão.

O amor - líquido é o fascínio recíproco entre as pessoas por aquilo que nelas tem de menos dizível, de menos socializável; de refratário aos papéis e imagens delas mesmas que a sociedade lhes impõe; aos pertencimentos culturais.

Concluo com a notável frase “Quando tudo tiver sido dito, tudo ainda ficará por dizer, sempre restará tudo a dizer”.

Pense!

(*) Rosineia Oliveira dos Santos é professora e especialista em psicologia organizacional.

Antônio Baiano – Um Gigante
Roseli Marla, minha cunhada querida, neste momento de profunda tristeza que todos estamos vivendo com a morte prematura do nosso querido Antônio Baia...
Projeto de lei pretende punir quem ocultar bens no divórcio
Quem milita na área do Direito de Família está, infelizmente, mais do que acostumado a se deparar com inúmeros expedientes para fraudar o direito à m...
Internet, Vínculos e Felicidade
A cada dia estamos passando mais tempo em celulares e computadores. Tanto que muitas vezes, quando maratonamos seriados, até a televisão pergunta: "t...
Origem espiritual da Profecia
Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado mort...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions