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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

23/02/2018 14:44

O registro de produtos no Brasil

José Luiz Tejon Megido

Direto da França, visitamos um centro de desenvolvimento científico e tecnológico de algas no norte francês, na região da Bretanha.

Os produtos extraídos dos distintos açúcares que as algas produzem, em suas diversas camadas microscópicas, são transformados em espetaculares preventivos para a saúde humana, dos animais e das plantas.

Ao serem utilizados previnem doenças dos animais, o que termina por permitir a diminuição do uso de antibióticos, assunto crítico hoje no ambiente alimentar francês e europeu. Da mesma forma, ao ser pulverizado nas plantas aumenta a saúde vegetal, o que também acaba por ser uma proteção, diminuindo fungicidas na agricultura.

E assim, da mesma forma, na saúde humana é claro. Um frango saudável termina por passar essa virtude para o consumidor final; assim também nos vegetais, o que seria de imensa importância principalmente no setor dos hortifrutigranjeiros, com produtos que consumimos in natura, como tomate, morango, batatas, entres outros.

E por que ainda não estamos com esses produtos em pleno uso no Brasil? Não se trata de ciência, nem de tecnologia, nem de logística, nem de nada, apenas uma coisa: a gigantesca burocracia e a torre de babel para o registro desses produtos no Brasil. Além de uma demora inconcebível, o que retarda o acesso do melhor da ciência do nosso produtor e consumidor, há ainda um custo gigantesco para os trâmites e aprovações.

Está na hora de termos nas patentes no Brasil e nos registros de conhecimentos já aprovados em países sérios do mundo, um procedimento muito mais veloz, principalmente no caso do agronegócio, se isso for uma necessidade evidente dos produtores brasileiros.

Assim, por exemplo, teremos proteção de lavouras com algas, e mais do que isso, poderemos parar de usar produtos químicos que não são indicados para determinados vegetais simplesmente porque não temos o registro no Brasil daqueles já aprovados no exterior. Essa demora e custos prejudicam não só inovações, como algas, mas da mesma forma o acesso às moléculas químicas novas que estão em uso em outros países para hortaliças, principalmente.

É hora de criar um 'Uber' para registros no Brasil, e quebrar essa ditadura que toma anos, e custam fortunas. Cuidem-se! O mundo virtual anda derrubando tudo, e vai derrubar esse bicho preguiça dos registros no Brasil. Acho até que está na hora de criarmos o governo virtual brasileiro. Quem sabe, quem sabe?

(*) José Luiz Tejon Megido é conselheiro fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM

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