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O sacrifício

Por Talita Martins (*) | 22/06/2024 08:30

Na última terça-feira, 18 de junho, Jordan B. Peterson esteve em São Paulo, apresentando sua turnê “We who wrestle with God”. Tive a oportunidade e a imensa alegria de poder escutá-lo presencialmente.

Peterson é um psicólogo canadense, casado, pai de dois filhos e um importante estudioso da natureza humana. É professor universitário e autor de 4 livros, dentre eles “12 regras para a vida” e “Além da ordem”. Ele movimenta milhões de seguidores em suas redes sociais, interessados em seus estudos e ideias.

Peterson trouxe para nós, brasileiros, um tema fantástico: “o sacrifício”, algo que está tão banalizado nos tempos modernos, em decorrência da busca insana pelo prazer e por bens materiais.

Para discorrer sobre o tema, Jordan se baseou na história de Caim e Abel, narrada no livro de Gênesis, antigo testamento. Filhos de Adão e Eva, Caim e Abel são convidados a fazerem sacrifícios para Deus. Caim era lavrador e Abel era pastor de ovelhas. Este, grato por seus talentos e empenhando-se em utilizá-los da melhor forma, oferece a Deus sempre seus melhores animais para serem sacrificados no altar. Caim, dotado de fraquezas, más inclinações e má disposição, movido pelo egoísmo e vaidade, diferentemente do irmão, oferece sempre menos e em pior qualidade. Caim, fracassado, mata o irmão por não suportar sua essência revestida de atos de fé e nobilitantes.

Mas então, por que o sacrifício? Qual é a relação entre a história de Caim e Abel e nossas vidas atuais? A resposta explícita dada por Peterson foi: “traga sempre o melhor que tiver para a mesa”, pois o sacrifício é o motivo da existência humana. Quantos sacrifícios precisamos fazer por nossas famílias? Quantos sacrifícios são feitos para mantermos nosso casamento? Quantos sacrifícios são feitos para educarmos nossos filhos? Quantos sacrifícios são feitos para nos afastarmos do mal? Quantos sacrifícios são feitos em nosso trabalho? Quais sacrifícios oferecemos a Deus?

O psicólogo continua, dizendo: “o casamento deve ser uma oferenda”, assim como nossos filhos e trabalho. E como oferecer tudo isso a Deus? Fazendo e trabalhando ativamente e sempre da melhor forma possível, olhando para o céu e oferecendo tudo isso a Cristo.

Peterson ressalta, ainda, que a vida é uma aventura e, assim, precisa ser vivida por meio do sacrifício diário em todos os nossos atos, desde os menores até os mais complexos e maiores. Ele reforça algo que, até pouco tempo era simples bom senso: o sacrifício precisa ser a base da sociedade.

Que aprendamos com os fracassos de Caim, olhando para sua arrogância, vaidade, orgulho e maldade. Compreendamos que esses vícios o levaram ao afastamento da verdade, até a não prática do bem e, com isso, ao afastamento de Deus. Ademais, que eliminemos o padrão de Caim e reproduzamos o padrão de Abel. Fazendo cada vez mais sacrifícios revestidos de bons propósitos, oferecendo sempre o melhor, com o máximo de comprometimento e amor a Deus!

(*) Talita Polli C. S. Martins é pedagoga e mestre pela UFMS em Saúde e Desenvolvimento. É diretora de escola.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.

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