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Os dados e cuidados aos novos empreendedores

Por Cláudio Ferreira (*) | 16/10/2020 13:17

Quanto mais pessoas tiverem a mesma necessidade que você e dispostas a pagar por ela, você estará diante de uma oportunidade de negócio. Vimos prosperar na pandemia a costura e venda de máscaras e aulas de mentorias pela internet, por exemplo. Esses são parte dos 68% dos empreendedores, atentos à identificação de uma oportunidade.

Contextos econômicos como os de agora, em que o número de pessoas sem ocupação econômica aumentou, são ingredientes que também movimentam o número de pessoas propensas a abrir uma empresa pela necessidade imediata de obter uma nova fonte de renda.

Com os primeiros casos de coronavírus, os saldos de perdas de vagas de trabalho até julho somavam 95.063 pessoas. Já o número de novas empresas abertas no período, de março até julho, comparado a esses mesmos meses nos últimos cinco anos, aumentou 39%, totalizando 14.273 novas empresas.

Empreender, entretanto, exige atenção e alguma preparação. É preciso adquirir os conhecimentos necessários para minimizar os riscos e evitar estar nas estatísticas de mortalidade, que aumentaram 75% na pandemia, comparado à média dos últimos cinco anos.

O modelo de negócio deve ser definido, com respostas a como você ajudará o seu cliente, quais são suas demandas, como segmentá-lo, quem serão os seus concorrentes e os fornecedores.

Na parte financeira, saber os custos que envolvem o giro do negócio, e o seu ponto de equilíbrio e prever todos os valores de investimento de infraestrutura. Se se optar por um empréstimo, por exemplo, mostrando a parcela do lucro que será reservada ao pagamento, haverá mais chances de se conseguir um financiamento.

O processo de recrutamento e seleção exige uma definição clara do perfil do colaborador. Traçar as primeiras metas e compartilhar com a equipe. E na hora de formalizar o negócio, procurar assessoramento de instituições de apoio e de um contador.

Negócios são feitos com base em dados, cálculos e planejamento estruturado. E nesse sentido devem ser aproveitados os conhecimentos que levam à diminuição dos riscos, investindo sempre na sua formação empresarial.


(*) Cláudio Ferreira é analista técnico de mercado.

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