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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

09/01/2014 17:35

Quem quer o “conflito indígena”?

Por Valfrido M. Chaves (*)

As propriedades invadidas, ou não, com as quais o governo Dilma pretende coroar a expansão de aldeias indígenas pelo Brasil a fora, podem ter tanta legitimidade quanto os terrenos em que estão a UCDB, os apartamentos e casas particulares dos membros do MPF, ou a sede dessa instituição estatal. Mais ainda, onde estão a sede do bispado ou a casa de cada cidadão que tem um teto sobre a cabeça.

Quando o leitor compra um terreno, uma casa, bicicleta ou fazenda, ele o faz após verificar se “os papeis” desses bens são bons e legítimos, após instâncias do Estado brasileiro conferir-lhes tal legitimidade. Após qualquer compra legítima, ninguém é obrigado a adquirir armas quaisquer ou contratar seguranças para defender seus direitos humanos ou constitucionais.

Afinal, não vivemos ainda num Estado de anarquia e cabe ao Estado brasileiro garantir o respeito às leis e aos direitos constitucionais de cada cidadão, sem discriminação étnica, econômica ou social. Que o leitor nos perdoe por palavras tão óbvias, mas não há como não trazê-las, diante do Estado de abusos que transcorre hoje em MS e outros espaços brasileiros.

Estado de abusos, quando o Ministério Público Federal consagra o conceito de “Retomada”, constitucionalmente herético e apócrifo, para a justificação da violação dos mais lídimos direitos constitucionais do cidadão, bem como para a justificação de crimes, quando praticados por indígenas e outros que os manipulam, incitando-os ao crime.

Ou estou delirante, mas a missão constitucional de defender o índio não abrange justificar e acoitar crimes praticados por índios. Abrangeria, salvo melhor juízo, impedir que entidades espúrias adentrassem nas aldeias para promover ódios, retirando do Estado a responsabilidade pela condição de vida lamentável do índio, para transformar seus vizinhos proprietários em bodes expiatórios por tal situação.

As Forças de Segurança estaduais e federais sabem o que se passa, mas até a Justiça Federal já prefere basear-se em notícias plantadas na imprensa por aqueles que manipulam e promovem o ódio nas comunidades indígenas, para tomar decisões para paralisar ações legais de defesa de interesses legítimos, da parte do produtor rural. Portanto, escolhido e definido como bode expiatório de uma política indigenista sórdida, pois tem lançado o índio em condições de vida infelizes.

O índice de criminalidade entre os índios é o dobro da comunidade em geral. Os quase trezentos assassinatos entre eles, vergonhosamente, falsamente, de modo consciente, são lançados na grande imprensa nacional e internacional, como “assassinato de índios em conflitos de terra”. Entidades estatais, religiosas e para-religiosas se incumbem dessa promoção maligna contra a dignidade e a honra de nossa nação, sobretudo de MS.

Não adianta a Secretaria de Segurança de MS trazer os esclarecimentos, de público. Continuam mentindo do mesmo jeito, pois sabem o que querem, que é provocar a marginalização das comunidades indígenas, semeando o ódio em seu seio. Impedir que essa malignidade transcorresse, através de justos esclarecimentos, não seria uma obrigação do MPF, na sua tarefa de defender o índio?

Afinal, leitor, que maldição existe para que os óbvios caminhos para a justiça e a paz não sejam encontrados? Ou o que se quer mesmo é o conflito e a marginalização, o afastamento das comunidades indígenas? Onde querem chegar, através do conflito e do ódio?

(*) Valfrido M. Chaves, psicanalista e produtor rural 

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terra nao resolve nada,mas nada mesmo,o q farão com terra?? nao plantao,nao colhem,nao tem gado,nao caçao,nao etc.....
 
toninho buzzato em 10/01/2014 16:37:29
senhor carlos ferreira,entao devemos devolver o pais inteiro e mudarmos pra paraguai ou bolivia,desculpa mas a realidade nao tem nada a ver com o q propoem
 
jeones chimenes em 10/01/2014 16:33:43
Não é coroar a expansão de aldeias, é garantir a retomada da terra ancestral dos indígenas, que pertencia À UNIÃO, E FOI, INDEVIDAMENTE CEDIDA E VENDIDA PELO GOVERNO HÁ ÉPOCA, aos produtores, QUE NÃO VERIFICARAM A LEGITIMIDADE DOS PAPÉIS NEM DO NEGÓCIO (OU O FIZERAM CERTOS DA IMPUNIDADE). Portanto, as áreas indígena, não poderiam ser vendidas, e por lógica, não poderiam ser adquiridas por produtor algum. Art. 20 CF. I e XI. O STF excluiu apenas as terras ocupadas por indígenas em tempos “imemoriais”, em passado remoto, coisa de muito tempo atrás.
A situação deplorável que encontram-se os índios é responsabilidade da sociedade, pois o governo é trocado a cada eleição por nós. Quem comanda a imprensa são os brancos. O MPF deve defender a lei, nem uma parte ou outra. CONSCIÊNCIA. PAZ E BEM.
 
Carlos Ferreira em 09/01/2014 19:37:55
Pois e caro sr Valfrido,tudo isso e revoltante,nossos governantes,medíocres e míopes,se fazem de cegos,principalmente agora que e ano de eleições e copa,e nosso povo ignorante,omisso e conivente,que vive as benesses das fartas bolsas daqui e de acolá,desse famigerado governo socialista que vivemos.
 
San Tiago Piana em 09/01/2014 18:58:41
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