A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

29/10/2015 09:13

Rejeição a eventuais presidenciáveis

Por Gabriel Bocorny Guidotti (*)

Quem são os políticos do Brasil? Anjinhos de algodão, burocratas, empresários favoráveis apenas aos próprios interesses? Adoraria, cientificamente, compreender o perfil dos que almejam um mandato eleitoral. O que motiva alguém a representar a sociedade? Em tese, um sentimento de amor pela pátria. Na prática, razões escusas, muitas delas descobertas em tremendos casos de corrupção desnudados a cada ano. Não serei injusto de generalizar, evidentemente. Sempre há os que trabalham de verdade.

Ademais, na medida em que o cidadão observa a máquina pública esmorecer vertiginosamente, os questionamentos sobre os rumos do país são inevitáveis. Fala-se em rombos bilionários, em farra com o dinheiro público. Valores astronômicos cuja destinação é atribulada pelos saques que acontecem no meio do caminho. Tanta desordem respinga nas intenções de voto para as próximas eleições, naturalmente.

A mais recente Pesquisa Ibope demonstrou a insatisfação do eleitorado perante os presidenciáveis que surgem para 2018. Em síntese, a rejeição é geral. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as ‘não’ intenções de voto com 55%. Os entrevistados afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Outras cartas marcadas do cenário político também constaram no levantamento. José Serra (PSDB), com 54%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 52%; e Ciro Gomes (PDT), com 52%. Marina Silva (Rede) e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 50% e 47% de rejeição, respectivamente.

Cabe uma interpretação desses dados. O problema são os nomes ou o descrédito geral do sistema político no Brasil? Talvez uma soma dos dois. A crise é tamanha que o cidadão percebe a incapacidade dos partidos mudarem suas posturas perante os reais problemas. Enquanto situação, as siglas valorizam cada aspecto de seu mandato. Enquanto oposição, tudo que provém dos adversários é digno de crítica. Rejeitar eventuais presidenciáveis, nesse caso, se mostrou uma belíssima forma de protesto.

A democracia sempre será melhor que a ditadura. Não há argumento que contrarie essa regra. Mas a democracia nesses moldes imaturos, permeável a tantos escândalos, e cujas ideologias são descartáveis... Não serve. Talvez o tempo aperfeiçoe os pilares de nossa nação. Talvez as pessoas percebam que seus eleitos não estão no poder por acaso. Foram colocados lá. Talvez. A esperança nos move, não deixemos o sonho morrer.

(*) Gabriel Bocorny Guidotti, bacharel em Direito e estudante de Jornalismo em Porto Alegre (RS)

 

Universidades inovadoras também devem inovar a si mesmas
A universidade pública demanda por uma revisão de valores com o objetivo de atender aos novos desafios relacionados ao seu papel. A estrutura lenta, ...
Arroz e trigo: relações de valores agrícolas e industriais
Aumentar a oferta de dois alimentos básicos da população brasileira – arroz e trigo – de forma economicamente sustentável é um sério desafio. Os dois...
O que fazer?
Nestes tempos de tanta perplexidade, desencanto, frustrações crescentes e desânimo generalizado, quando já sabíamos que a corrupção sempre grassou em...
Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande: atendimento integrado e humanizado
A CMB/CG/MS - Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em 03 de fevereiro de 2015, representa o sonho da efetivação de uma política pública integrada e ...



Apesar da rejeição, Lula é o nome que apresenta o maior percentual de certeza de voto, 23% aproximadamente.
Isso significa que apesar das agruras, o PT ainda é o único partido que representa essa esperança de melhoras na nossa democracia.
 
Critico em 29/10/2015 09:52:21
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions