A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

07/05/2017 09:00

Saúde nas empresas: como diminuir gastos e aumentar a competitividade?

Por Marcos Tadeu de Siqueira (*)

Questões relacionadas à gestão de SST (Segurança e Saúde no Trabalho) são cada vez mais relevantes na agenda empresarial. Pesquisa recente realizada pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) com 500 executivos de recursos humanos de médias e grandes indústrias aponta que mais de 70% das empresas dão uma importância alta ou muito alta para esse tema. Dentre as principais razões para se investir em saúde nas empresas, está o ganho econômico, ao reduzir custos com acidentes, afastamentos e perda de produtividade.

Mas para se obter resultados significativos, é necessário que as empresas realizem um diagnóstico dos fatores de risco do ambiente laboral e dos hábitos de seus trabalhadores. A partir da identificação dessas informações, deve-se elaborar um plano de ação, com definições de prioridade e das iniciativas com maior potencial de retorno.

Ao desenvolver esse plano de segurança e saúde no trabalho, as companhias devem levar em conta, pelo menos, sete aspectos econômico-financeiros:

1. O impacto da tributação variável do SAT (Seguro Acidente de Trabalho) ou o Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa por Riscos Ambientais do Trabalho, provocado pelo FAP (Fator Acidentário de Prevenção). O FAP é calculado de acordo com a sinistralidade em relação aos acidentes de trabalho e afastamentos previdenciários do tipo acidentários. Isso significa que, quanto mais acidentes e afastamentos pelo INSS por esse motivo, maior será a tributação para a empresa;

2. A sinistralidade anual e a inflação médica aplicadas em planos de saúde, que juntas promovem frequentemente reajustes muito superiores aos índices inflacionários vigentes;

3. A obrigatoriedade de manter aposentados e demitidos na apólice de saúde suplementar da empresa, sob certas condições contratuais, o que aumenta a sinistralidade e consequentemente os custos;

4. O sistema previdenciário que, por ocasião de concessão de aposentadoria, usualmente obriga manutenção da assistência à saúde ofertada ao empregado e onera o resultado de toda a apólice de saúde suplementar das empresas;

5. As perdas financeiras e de produtividade com o absenteísmo;

6. Um ambiente de maciça e rotineira judicialização que leva a uma insegurança jurídica, bem como à elevação de custos com honorários processuais e periciais;

7. Os riscos associados às ações regressivas, previstas em lei, por meio da qual a empresa, culpada pelo adoecimento ou acidente de trabalho, deverá ressarcir os cofres da previdência social.

Nesse sentido, entender que tipos de compromissos financeiros a empresa irá ter com saúde e segurança é fundamental para a sustentabilidade do negócio. Por isso, as ações de promoção de saúde nas empresas vêm se tornando cada vez mais estratégicas para as companhias. Afinal, no fim, todos ganham: a indústria, as organizações, os trabalhadores, a sociedade, a previdência, a economia e é claro, o país.

(*) Marcos Tadeu de Siqueira é diretor de Operações do Sesi (Serviço Social da Indústria)

Um olho no peixe, outro no gato
O agro brasileiro poderia ser bem mais assertivo em sua comunicação com os mercados, aqui e no exterior. Falar mais das coisas boas que faz, seguindo...
Como transformar a nossa relação com a natureza?
Falar em meio ambiente não é algo abstrato. Se traduz no ar puro que respiramos, na água que bebemos e na fauna e flora que nos cercam. Somos depende...
Sem comunicação não há evolução
Os líderes do agronegócio hoje concordam que precisamos dialogar muito mais com a sociedade urbana, pois sem isso não teremos aderência nas necessida...
A Ciência e o desenvolvimento: o óbvio que deve ser lembrado
Um país só se desenvolve se tiver ciência sólida que se transforme em tecnologia empregada pelo setor produtivo. Isso tem sido sobejamente demonstrad...
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions