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Campo Grande, Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

10/09/2013 10:45

Super homem

Por Heitor Freire (*)

Antes que alguém mais afoito saia em contra do que escrevi sobre as mulheres (Mulher Bombril), esclareço, como lídimo representante do gênero masculino, que sem os homens também não existiria a humanidade. Somos complementos um do outro; o homem sem a mulher não existiria, a mulher sem o homem não existiria. O comportamento adequado de cada parte, como está estabelecido desde o princípio, está no sagrado, abençoado e dourado caminho do meio.

O que nós precisamos aprender é como nos relacionar de forma amorosa e respeitosa com esse ser tão complexo, misterioso e ao mesmo tempo maravilhoso, que é a mulher.

O homem para não se deixar subjugar pelos encantos femininos tem que exercitar permanentemente a sabedoria de que é dotado naturalmente, senão dança, não pode dormir de touca. O mais sábio de todos os homens, como todos sabemos, é o Rei Salomão. Não só pela sua sabedoria decantada em prosa e verso através dos milênios, mas principalmente pela sua competência em lidar com as mulheres: teve 700 esposas e 300 concubinas (1 Reis 11,3). Vejam que capacidade.

Para lidarmos com as mulheres devemos manter sempre em alerta nossos sensores mais sensíveis, para saber o momento preciso de agir, o de calar, o de discordar e o de concordar. Tudo sempre com muito respeito de ambas as partes. A minha longa e valiosa experiência na convivência com elas já me mostrou como agir com sensatez. Observo que alguns homens até por conveniência resolveram se submeter a uma subordinação consentida para não criar atritos permanentes.

Uma observação que fui constatando ao longo dos tempos: minhas filhas nunca se referem à nossa casa, como sendo minha, a do seu pai; sempre dizem, vou lá na mamãe. Outro dia, na minha frente, uma delas falando com um dos seus filhos ao celular, disse que estava na casa da Vó. Comecei a rir e ela também. Isso demonstra claramente como a maternidade é marcante. Mãe é matriz.

A história nos mostra aspectos interessantes da relação entre homens e mulheres que, neste momento, considero oportuno mencionar: Jacó filho de Isaac, neto de Abraham, para fugir da ira de seu irmão Esaú, de quem usurpara a primogenitura, foi se abrigar nas terras de Labão, irmão de sua mãe, Rebeca. Lá chegando, Jacó se apresentou e se ofereceu para trabalhar com ele. Logo depois conheceu Raquel, filha de Labão, por quem se apaixonou. Pediu a mão dela em casamento a Labão. E este respondeu: Posso lhe conceder a mão dela se você trabalhar para mim por sete anos. Jacó aceitou.

Quando chegou o término do compromisso, Jacó se apresentou a Labão para o casamento. A cerimônia foi realizada e ao chegar no leito nupcial, Jacó ao levantar o véu da noiva, viu que se casara com Lia, irmã mais velha de Raquel e não com a sua amada. Procurou Labão que lhe disse que a tradição do seu povo não permitia que a filha mais nova se casasse antes da mais velha. Mas propôs um novo acordo, Jacó trabalharia mais sete anos e se casaria com Raquel. Este fato foi muito bem retratado num belo poema de Camões.

Pois bem, casamento feito com as duas irmãs, começaram as discordâncias: ciúmes, brigas, etc. Lia logo procriou e teve na sequencia quatro filhos (Ruben, Simeão, Levi e Judá) e Raquel nada. Ante essa situação adversa, Raquel propôs a Jacó que se unisse à sua serva Bala “para que ela dê à luz sobre os meus joelhos” ( Gen.30, 3). Estava inaugurada a barriga de aluguel. Bala procriou duas vezes (Dã e Neftali).

Aí foi a vez de Lia que também ofertou sua serva Zelfa para Jacó que procriou duas vezes (Gad e Aser). Depois disso Raquel também procriou, foi mãe de José e de Benjamin. Lia ainda foi mãe de Issacar e Zabulon. Vejam que sujeito privilegiado. Assim Jacó continuou por feliz toda sua vida, contando com os favores consentidos e aprovados de quatro mulheres. Sujeito afortunado. A importância dele foi tão grande que os seus doze filhos, denominam as doze tribos de Israel.

Para encerrar este artigo observo que as mulheres estão voltando a usar saias e vestidos. A calça comprida que quase se tornou um uniforme masculinizando a mulher está começando a perder espaço para as roupas que realçam e destacam os encantos femininos. Como é estimulante ver quando um vento maroto tenta levantar a saia de uma mulher e ela com toda feminilidade segura as suas pontas olhando para os lados disfarçadamente para ver se tem alguém observando.

Viva para os homens e para as mulheres também.

(*) Heitor Freire é corretor de imóveis e advogado.

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Pois é, mesmo numa historia de quase 3 mil anos atrás, vemos o papel do homem e o da mulher, distintos, exercendo funções diferentes.. E eu não estou falando de corpo ou sexualidade, estou falando de intelecto, personalidade...
O problema é que atualmente existe quem prega que temos que ser todos iguais, que papeis diferentes na sociedade é discriminação, até querer extinguir a família. Esses dias vimos em rede nacional que as pessoas estão mais felizes criando os filhos divorciados.. Aham...
 
willian G. Justi em 10/09/2013 11:37:11
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