A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 19 de Novembro de 2017

02/09/2013 09:07

Terrorismo de Estado em MS e seu DNA ideológico

Por Valfrido M. Chaves (*)

Emergimos de uma natureza em que impera a competição selvagem, no reino da biodiversidade: afinal, quem não sabe que sob uma grande árvore só nasce guanxuma? Tal origem, fatalmente presente em nossa memória celular, talvez tenha pesado para que a história humana fosse marcada pela competição, conquistas e domínio dentro dos grupos, entre os grupos e entre as sociedades. A paz entre indivíduos, grupos, tribos e nações em que as leis impedem a barbárie é uma árdua conquista da civilização.

Um elemento da natureza, domesticado pelo homem emergiu na História como um grande companheiro em suas conquistas: o cavalo. Em quaisquer civilizações, lá está o cavalo, na paz e na guerra, com a lança ou o arado, ao lado do homem. Assim foi entre os antigos egípcios, persas, gregos e troianos, cartagineses e romanos, apaches e guaicurús, não havendo epopéia humana sem os rastros da cavalaria. Assim se deu também em Mato Grosso do Sul, sendo o que explica a afeição e respeito que nossos pioneiros têm para com o cavalo.

Faz parte da história de nosso Estado, que o efetivo domínio brasileiro sobre esta região tenha se dado após a chamada Guerra do Paraguai, que dessangrou povos irmãos. Nela, destacou-se uma aguerrida cavalaria riograndense que, por anos a fio, defrontou-se com a destemida tropa paraguaia.

Nas lides de guerra, os guascas centauros (ser mitológico, metade homem, metade cavalo), conheceram e se encantaram com a região, a Vacaria, Pantanal e Fronteira, permeadas de extensas pastagens naturais e povoada por vasto rebanho de “gado bagual”. Muitos, voltando aos seus pagos apenas para buscar suas traias e famílias, para este nosso Sul retornaram, de armas e bagagens, se estabelecendo nas terras do Império e garantindo as novas fronteiras.

Um desses capitães de guerra, que lutara anos a fio num portentoso cavalo, volta com a montaria à sua querência. Porém o animal, estropiado pelos anos de guerra e pelas longas viagens, perece. Aqui chegando, o guerreiro guasca (gaúcho da fronteira) requer as terras da Coroa e funda sua posse, que nomeia “Fazenda 94”. Era 94, caro leitor, a marca do Império, a ferro, que o brioso cavalo de guerra trazia na paleta e que, assim, teve sua memória perpetuada pelo guerreiro reconhecido.

Estas são as raízes de um povo orgulhoso de sua história, de seu papel no estabelecimento e defesa destas fronteiras brasileiras e que, hoje, está sendo tratado por grupelhos ideológicos, burocratas desenraizados, arrivistas e organizações internacionais financiadoras de invasões, como reles “ladrão de terras de índios”.

Estes nossos irmãos para com os quais toda a Nação está em dívida, mas que estão sendo usados como arma de uma modalidade de “terror de Estado” com objetivos ideológicos, ou seja, promoção de ódios e conflitos entre brasileiros. Terror de Estado, leitor, porque é o Estado brasileiro que, perversamente, ora consente e ora promove essa traição à nação brasileira. Objetivos ideológicos, porque os agentes dessa infâmia, sob a sombra do poder estatal e mantos religiosos, entendem que “o conflito é o motor da história” , na marcha para o socialismo.

Daí a promoção de humilhações e abusos impunes contra aqueles que, com dignidade, lotam os celeiros com os quais o governo Dilma arrota gabolices e esbanja verbas secretas, portos e perdões de dívidas no exterior. Além do holerite dos que promovem e acobertam os ódios e vandalismo aos quais chamam de “avanços da práxis revolucionária”. Lembremos ainda que, se toda ditadura pratica o “terror de Estado”, os regimes totalitários fascista e comunista levaram tal terror ao seu máximo. Seus herdeiros ideológicos no poder no Brasil, demonstram trazer em seu DNA a mesma tendência ou instinto.

Isso se demonstra na sistemática violação de direitos constitucionais à sombra do Estado brasileiro, como vimos em Sidrolândia e Aquidauana, onde os proprietários Ricardo Bacha, Jucimara, Mônica, Mirian, foram submetidos ao terror por milicias indígenas, expulsos de suas casas e da Constituição, mediante a cúmplice indiferença dos entes estatais que, necessariamente teriam que se manifestar face a tais violações.

O terror indígena torna-se inimputável e servirá de modelo e exemplo para futuras violações. O MPF e Funai definem o quadro como “retomada”. Não é invasão, seria algo legítimo. Porque não é a casa deles, talvez.

(*) Valfrido M. Chaves é psicanalista e pós graduado em Política e Estratégia.

Imposto sindical e o fim da sua obrigatoriedade
O “imposto sindical”, assim denominado pela CLT no atual artigo 578, é uma contribuição obrigatória devida por todos aqueles que participarem de uma ...
Baile do desespero e do improviso
Quando começo uma visita hospitalar como palhaço, experimento um puro e sincero estado de desespero. Há 16 anos faço isso com certa frequência e, fel...
Carta aberta ao ministro Joaquim Barbosa
Em nome de milhões de brasileiros e brasileiras insisto na solicitação para que concorra à Presidência da República, em 2018. Precisamos de alguém co...
Qual é a diferença entre preço e valor?
Existe uma grande confusão entre os significados de valor e preço. São duas coisas completamente distintas no mundo das negociações. Quando se fala e...


Este discurso da legalidade se reveste de um parnasianismo reificado da falta de um discurso original da elite econômica sul-mato-grossense. Enfim esse Valfrido só escreve asneiras, só serve para quem não sabe ler.
 
Evandro Dotti em 02/09/2013 15:50:10
Valfrido, excelente o teu artigo. Subscrevo-o na íntegra. Esse "revisionismo" praticado por pessoas descomprometidas com os fatos históricos e que se negam a aceitar as maciças evidências de que a conquista do espaço territorial sul-mato-grossense deu-se como efetivamente se deu por força de uma política de Estado, que sempre subestimou o índio e o reputou ser inferior. Isto é fato. Isto é história. Hoje, portanto, para conferir aos indígenas uma espécie de compensação por todos os males a eles infligidos ao longo do tempo é necessário o estabelecimento de outra política estatal, que respeite todos os direitos consolidados e adquiridos. Logo, essa recusa em enxergar os fatos como eles se passaram apenas contribui para retardar uma solução que seja efetiva, legal e fruto de um consenso.
 
Newley A. S. Amarilla em 02/09/2013 10:54:46
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions