Família acredita que mulher que sequestrou bebê pretendia criá-la
Menina está no hospital paraguaio onde passa por exames e não há previsão de ser trazida para Campo Grande
A família da pequena Ayla Emanuelly Pereira de Souza, sequestrada aos 28 dias de vida, acredita que Suzilaine da Graça Costa pretendia criar a recém-nascida resgatada na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na fronteira com Ponta Porã.
RESUMO
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A bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza, sequestrada aos 28 dias de vida, foi resgatada na madrugada de domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A família acredita que a suspeita Suzilaine da Graça Costa pretendia criar a criança após ter perdido uma filha. O casal foi preso e a bebê segue internada para exames. A operação contou com cooperação entre polícias brasileira e paraguaia.
Ao Campo Grande News, os familiares que estavam reunidos na casa onde moram no Jardim Colibri relataram, emocionados, que a bebê segue internada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero onde deve passar por exames médicos e ainda não há previsão de ser trazida para Campo Grande.
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Enquanto se preparavam para ir até à delegacia, eles relataram que Suzilaine foi quem levou a menina da mãe, adolescente de 17 anos, e acreditam que ela ficaria com a bebê para criá-la, porque ela teria perdido a filha. No entanto, afirmaram não saber quem é Weliton Aparecido Lopes dos Santos, preso com a mulher.
Resgate
Ayla foi encontrada durante operação da Polícia Paraguaia por volta da 1h15 deste domingo em residência localizada na esquina das ruas Alejo García e Coronel Martínez, no bairro Virgen de Caacupé.
A ação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz em conjunto com o Comando Bipartite e agentes do Ministério Público, em cumprimento a um mandado expedido pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón. Além da prisão do casal, as autoridades apreenderam aparelhos celulares, documentos e um veículo Lifan de cor azul.
Logo após o resgate, a bebê foi levada com urgência ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para passar por exames de avaliação médica. Os dois brasileiros presos foram colocados à disposição da Justiça e encaminhados à sede do Ministério Público.
A operação de busca e resgate foi deflagrada a partir do compartilhamento imediato de informações e inteligência entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e as autoridades do Paraguai, em cumprimento a acordos de cooperação internacional na fronteira.
Segundo o relatório da investigação, a localização da bebê foi possível após o trabalho de rastreamento realizado por investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que permitiu acompanhar os sinais dos suspeitos até a cidade distante 313 quilômetros de Campo Grande. A partir daí, a equipe identificou que eles haviam seguido para o território paraguaio.
Com a informação em mãos, o caso passou a contar com a cooperação das forças de segurança dos dois países, por meio do Comando Bipartido. O cruzamento dos dados permitiu avançar no rastreamento e localizar o imóvel onde a recém-nascida estava.
De acordo com o documento, os investigadores brasileiros solicitaram apoio ao Ministério Público do Paraguai para dar continuidade à análise dos sinais e informações telemáticas. O trabalho conseguiu apontar com precisão o endereço onde a criança era mantida.
Também houve apoio técnico do Departamento Antissequestro de Pessoas na obtenção de informações telemáticas complementares.
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