Xô presente, pais apostam é na presença para criar memórias
Estreantes e veteranos acham que café da manhã deixa marcas positivas nos filhos

Mais que presente, estar presente parece tarefa quase impossível para muitos pais. A rotina, o “jeito de ser” ou a falta de referência paterna impedem que eles compartilhem momentos únicos com os filhos. Nesse Dia dos Pais, o cenário foi diferente. Pelo menos para os papais Makys, Antonio e Mansueto. Eles abriram mão dos presentes para dividir a manhã com os pequenos.
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Três pais abriram mão de presentes no Dia dos Pais para compartilhar um café da manhã com os filhos. Makys levou o filho de 10 meses ao café e destacou a importância de ensinar convivência familiar desde cedo. Antonio, de 40 anos, acredita que sair da rotina com o filho Henrique, de 5, cria memórias afetivas. Já Mansueto, de 60, celebrou a data com o filho Heitor, de 11, reforçando o valor de estar junto em datas especiais.
A proposta era simples, mas ganhou significado diferente para cada pai e filho. Makys Barreto levou o filho Noah Rudinger Barreto, de 10 meses, para o café. Pai de primeira viagem, ele conta que a chegada do filho mudou também a forma como passou a enxergar os momentos em família.
"Viemos tomar um café da manhã diferente. Ele mudou tudo. Existe um eu antes e depois." Noah está começando a introdução alimentar e, para Makys, sentar à mesa com o filho é também uma forma de ensiná-lo, desde cedo, sobre convivência e família.
"Eu não tive isso desde pequeno e com a minha esposa eu aprendi. Todos os dias a gente toma café da manhã sentado. Agora ele começou a comer e acaba que vamos interagir com ele".
Makys diz ainda que quer que o filho cresça vendo na relação dos pais um exemplo de carinho e companheirismo. “Desejo deixar para ele, desde o início isso, mostrar o que é o carinho de um homem com uma mulher, de estar junto, esse companheirismo".
Para Antonio João Carmo da Silva, de 40 anos, e Henrique Avancini Cação, de 5, o convite para o café foi uma oportunidade de fazer algo diferente. Henrique gosta de jogar bola e de passear, e o pai acredita que sair da rotina ajuda a construir lembranças da infância.
"Eu acho importante porque fica marcado na memória. Ele gosta de passear. É gratificante poder estar junto." Para Antonio, ser pai também passa pelo tipo de relação que ele pretende construir com o filho. "Quero deixar um exemplo como pai, de ser um amigo e companheiro".
Já Mansueto Martins de Lima, de 60 anos, e Heitor Alves Martins, de 11, costumam aproveitar datas especiais para sair juntos. O café da manhã faz parte desses programas em família.
"A gente sempre faz isso em datas especiais, sai com a família para tomar café e começar bem o dia. É muito importante criar boas memórias, estar juntos".
O filho mais velho de Mansueto mora em Londrina, no Paraná e não conseguiu participar desta vez. Mesmo à distância, o mais velho ligou para desejar um “feliz dia” ao pai.
"Falamos cedo, ele não conseguiu vir." Mansueto diz que procura ensinar aos filhos uma forma simples de encarar a vida: "Viver um dia de cada vez, dar o melhor possível e buscar."
Para Heitor, o pai pode ser definido em três palavras: "amor, carinho e felicidade". Mas há também um lado mais divertido nessa relação. "Meu pai é alguém bom, carinhoso e meio maluquinho, porque andamos de skate e patinete."

A resposta faz o pai entrar na brincadeira. "Agora que tem patinetes pela cidade, damos alguns roles", conta Mansueto. Entre uma conversa e outra, o café da manhã acabou sendo menos sobre a data no calendário e mais sobre o tempo que pais e filhos escolheram passar juntos.
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