"1 minuto para sair": de MS para o México, jovem relata tensão com terremoto
O tremor no sudoeste da cidade deixou duas pessoas mortas e 12 feridas
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Arthur Sahib, de 31 anos, criado em Corumbá e Campo Grande (MS), vivenciou um terremoto de magnitude 6,5 no México, onde reside há 1 ano e 6 meses. O tremor, ocorrido na sexta-feira (2), teve epicentro no estado de Guerrero, causando duas mortes e deixando 12 feridos. Após receber alertas sísmicos, Arthur teve um minuto para evacuar seu prédio no bairro Roma Norte. Durante a descida, presenciou a queda de reboco e gesso, além de intensos tremores. Ao retornar ao apartamento, encontrou paredes rachadas e diversos danos estruturais, caracterizando o evento como o mais intenso desde sua mudança para o país.
“Eu sabia que tinha 1 minuto para sair”. Foi assim que Arthur Sahib, de 31 anos, descreve o momento de tensão no México, durante um terremoto de magnitude 6,5 na sexta-feira (2). O terremoto ocorreu por volta das 8h no horário local (10h em Mato Grosso do Sul).
O tremor teve epicentro no estado de Guerrero, no sudoeste da cidade, deixando duas pessoas mortas e 12 feridas, segundo autoridades locais. Dezenas de casas e edifícios também foram afetados, com rachadura e pedaços de reboco caindo.
Homem de 60 anos morreu após sofrer uma queda durante o tremor. Em San Marcos, a 15 km do epicentro, uma casa desabou em cima de uma mulher, de 50 anos.
Nascido na Bolívia, foi criado em Corumbá, fez faculdade em Campo Grande até 2018, quando foi morar em Buenos Aires. Arthur mora no México há 1 ano e 6 meses e vive atualmente na região do bairro Roma Norte. Ele foi embora, mas seus pais ainda vivem em Mato Grosso do Sul.
Ele conta que acordou às 7h57 após receber um alerta sísmico no celular. Ao mesmo tempo, o alarme do prédio onde mora e o sistema de alerta do governo, instalado nas ruas, também começaram a tocar.
“Acordei com todos esses alarmes tocando ao mesmo tempo. Eu cogitei por alguns segundos em não sair, porque algumas vezes aqui a gente recebe esses tipos de notificações e realmente é um cismo bem leve, que não afeta tanto. Mas o correto é sair, porque nunca sabe qual magnitude de terremoto está vindo para cá”, relatou.
A decisão precisou ser rápida. “Eu sabia que tinha mais ou menos um minuto para sair. Peguei um casaco e saí do apartamento. Tem que tentar manter a maior calma possível nesse momento, coração muito acelerado, mas focado em chegar lá fora”, completou.
O momento mais tenso aconteceu quando Arthur já estava descendo as escadas do prédio. Ao chegar próximo ao primeiro andar, onde fica a recepção, o tremor começou de forma intensa.
“Eu vi pedaço de tinta, reboco, gesso caírem no chão. Tremendo muito. Nesse momento quando treme a gente fica muito tonto, desorientado”, descreveu.
Mesmo em meio ao barulho e à movimentação intensa da estrutura, ele conseguiu sair do edifício. “Eu escutava o gesso caindo, os cabos de eletricidade da rua se mexendo muito, os portões batendo um no outro. Foi realmente bastante forte, o mais forte que eu vivi aqui na Cidade do México desde que me mudei em 2024”, afirmou.
Do lado de fora, os moradores se reuniram em um ponto de encontro, seguindo o protocolo de segurança. Apenas depois de algum tempo, quando não houve novos tremores, o retorno ao prédio foi considerado seguro.
Ao voltar ao apartamento, Arthur se deparou com os estragos. “Todas as paredes do meu apartamento rachadas, pedaços de reboco e gesso no chão. Realmente, fiquei muito assustado, me deixou muito preocupado”, finalizou.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

