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Cidades

Alvo da Operação Lama Asfáltica consegue aposentadoria na Agesul

O fiscal de obras, Hélio Yudi Kumiyama, foi denunciada por fazer parte do esquema de corrupção

Por Leonardo Rocha | 22/07/2020 09:54
Fiscal de obras, Hélio Komiyama, quando atuava na Agesul (Foto: Divulgação - PMJ)
Fiscal de obras, Hélio Komiyama, quando atuava na Agesul (Foto: Divulgação - PMJ)

Foi concedida a aposentadoria ao fiscal de obras da Agesul (Agência Estadual de Gestão e Empreendimento), Hélio Yudi Komiyama, um dos alvo da Operação Lama Asfáltica, sendo inclusive denunciado à Justiça Federal, como integrante do esquema de corrupção.

A sua aposentadoria foi publicada hoje (22), no Diário Oficial do Estado. Segundo a portaria da Ageprev (Agência Estadual de Previdência), o benefício foi concedido por tempo de contribuição, pelas funções exercidas no cargo de fiscal de obras públicas, dentro do quadro de pessoal da Agesul.

Hélio Kumiyama foi denunciado com mais de 12 pessoas, por fazer parte de uma esquema de corrução para desvio de recursos públicos, durante a gestão do ex-governador André Puccinelli. O fiscal chegou a ser preso em maio de 2016, sendo liberado dias depois, após conseguir reverter a prisão.

Ele estava sendo investigado pela Polícia Federal desde a primeira fase da Operação (Lama Asfáltica), que ocorreu em julho de 2015. Segundo as autoridades, o fiscal de carreira da Agesul atestava as medições de obras executadas por empreiteiras em rodovias do Estado, que tinham desvio de recursos.

As investigações detectaram que muitos pagamentos foram feitos sem que o serviço tivesse sido executado e em alguns casos, executado mas com a qualidade inferior ao que previa o contrato. Na época o servidor foi afastado de suas funções e perdeu o cargo de confiança dentro da Agesul.

Em uma das fases da Operação (Lama Asfáltica), se investigou o esquema de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal divulgou que Hélio também fez distribuição de bens entre parentes, com capital sendo dissimulado por meio da esposa, filho e filha, com movimentação incompatível com a renda do fiscal.

Entramos em contato com a defesa do servidor, que alegou que o processo segue em segredo de Justiça, mas adiantou que seu cliente não teve até o momento nenhuma condenação.

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