Suspeito de fraude milionária, herdeiro dos Zahran deixa delegacia após 3 horas
Irmãos investigados pertencem a uma das famílias mais influentes de MS e usavam sobrenome para aplicar golpes
RESUMO
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A Polícia Civil cumpriu mandados da segunda fase da Operação Castelo de Cartas, que investiga fraudes envolvendo membros da família Zahran em Mato Grosso do Sul. Gabriel Gandi Zahran Georges prestou depoimento e foi liberado, enquanto seu irmão Camilo segue foragido. Os irmãos são investigados por venderem empresas de fachada, prometendo alto retorno financeiro às vítimas. A operação já apreendeu dez veículos de luxo, armas e valores superiores a R$ 1,75 milhão. As investigações iniciadas em abril de 2025 prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.
Conduzido para prestar esclarecimentos na segunda fase da Operação Castelo de Cartas, Gabriel Gandi Zahran Georges deixou a delegacia por volta das 11h50 desta quarta-feira (28), após cerca de três horas ouvido pela polícia. Ele saiu acompanhado do advogado. Gabriel pertence a uma das famílias mais influentes do Estado, ligada ao ramo de energia e gás e, segundo a investigação, usava o sobrenome para aplicar golpes.
Não havia mandado de prisão contra Gabriel. Nesta manhã, ele foi levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol apenas para ser ouvido e, ao término do depoimento, deixou o local sem qualquer medida restritiva. O advogado não quis falar com a imprensa, que aguardava na porta da delegacia.
O mandado de prisão é contra o irmão dele, Camilo Gandi Zahran Georges, que segue foragido. Segundo apurado pelo Campo Grande News, ao que tudo indica, os indícios mais consistentes recaem sobre Camilo, justamente por haver mandado de prisão em aberto e pelo fato de não ter sido localizado até o momento.
Durante o cumprimento de mandados da segunda fase da Operação Castelo de Cartas, um dos endereços visitados foi o condomínio Green Life, na Avenida Nelly Martins, na região da Vila Margarida, onde mora Gabriel, herdeiro do grupo Zahran, filho do ex-deputado Gandi Jamil e neto de Ueze Zahran.
Gabriel é o irmão que mais expõe a vida de luxo nas redes sociais, com viagens, festas e pescarias, enquanto Camilo mantém postura mais reservada.
Investigação - Eles são investigados por vender empresas de fachada. Para atrair as vítimas, prometiam retorno financeiro elevado, conforme explicou o delegado Fernando Tedde, da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP), responsável pela apuração.
Segundo o delegado, os dois pertencem a um grupo empresarial legítimo, mas não integram a administração das empresas. “Pelo que apuramos, eles até recebem dividendos, mas não participam da gestão. Ainda assim, criaram uma situação falsa de investimentos para movimentar dinheiro”, afirmou Tedde.
Até o momento, a polícia apreendeu dez veículos de luxo, entre BMW, Mercedes-Benz, Audi Q7, Toyota Hilux e Jeep, além de quatro armas de fogo municiadas, valores que ultrapassam R$ 1,75 milhão, joias e outros bens de alto valor.
Não há, por enquanto, um número fechado de vítimas, embora já existam registros formais na região de São José do Rio Preto (SP). As pessoas lesadas estão espalhadas por diferentes cidades e tiveram prejuízos milionários. A apuração envolve estelionato comum e estelionato praticado por meio eletrônico, caracterizado como fraude digital. A polícia ainda não divulgou o valor total estimado do golpe.
A primeira fase da operação ocorreu na segunda-feira (26). As investigações começaram em abril de 2025 e apuram a atuação do grupo que induzia empresários a comprar empresas de fachada com promessa de lucros elevados, usando o nome da tradicional família sul-mato-grossense. Nesta quarta-feira, duas equipes da Deic atuam na Capital para cumprir as ordens judiciais. Uma pessoa, que não teve o nome divulgado, foi presa em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo criminoso.
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