Anvisa volta a liberar uso de detergentes e desinfetantes da Ypê
Produtos com lotes recentes já podem ser usados, mas lava-roupas seguem recolhidos

Detergentes, desinfetantes e lava-roupas da marca Ypê, produzidos pela Química Amparo Ltda, voltaram a ser liberados para uso nesta segunda-feira (22). A suspensão foi iniciada em 7 de maio, após suspeita de risco de contaminação microbiológica.
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De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a liberação abrange produtos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi tomada após a empresa apresentar laudos considerados satisfatórios para todos os lotes de detergentes e desinfetantes produzidos neste ano.
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Entre os produtos liberados para uso estão:
- Lava-louças com enzimas ativas Ypê
- Lava-louças Ypê
- Lava-louças concentrado Ypê Green
- Lava-louças Ypê toque suave
- Desinfetante Bak Ypê
- Desinfetante Pinho Ypê
Apesar da liberação parcial, o recolhimento voluntário dos produtos fabricados até 31 de março de 2026 continua. Segundo a Ypê, a medida é preventiva e faz parte da estratégia de mitigação de riscos e normalização operacional prevista em plano aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa.
Os lava-roupas da marca seguem incluídos no recolhimento voluntário. Confira a lista:
- Tixan Ypê Combate ao Mau Odor
- Tixan Ypê Cuida das Roupas
- Tixan Ypê Antibac
- Tixan Ypê Coco e Baunilha
- Tixan Ypê Green
- Tixan Ypê Express
- Tixan Ypê Power Act
- Tixan Ypê Premium
- Tixan Ypê Maciez
- Tixan Ypê Primavera
- Tixan Ypê Power Act
Relembre - A crise envolvendo a gigante dos produtos de limpeza começou no fim de novembro de 2025, quando a própria Ypê realizou um recolhimento voluntário de lotes de sabão líquido após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em suas linhas de produção.
O cenário se agravou entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, quando técnicos da vigilância sanitária realizaram uma auditoria minuciosa na fábrica da Química Amparo Ltda., em Amparo (SP). O relatório da inspeção apontou 76 irregularidades sanitárias graves, expondo falhas severas no controle de qualidade microbiológico e o descumprimento de Boas Práticas de Fabricação.
Diante do risco iminente de novas contaminações, a Anvisa adotou uma medida drástica em 7 de maio de 2026, publicando uma resolução que proibiu a fabricação e determinou o recolhimento de mais de 100 lotes de detergentes, desinfetantes e lava-roupas que terminavam com o dígito "1".
Em resposta, a Ypê contestou administrativamente a abrangência da punição e apresentou laudos de laboratórios independentes para acalmar o mercado, mas paralisou voluntariamente as linhas afetadas para iniciar uma reestruturação profunda, anunciando um plano de investimentos de R$ 130 milhões em modernização e segurança fabril.
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