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Boletim não registrou mortes por covid na Capital pela 1ª vez desde novembro

Mesmo sem registro de vítimas neste domingo, pandemia continua matando, em média, quase cinco pessoas por dia em Campo Grande

Por Guilherme Correia | 22/02/2021 10:08
Testes rápidos enfileridas; exame é feito para detectar a covid-19 em pacientes (Foto: Kisie Ainoã/Arquivo)
Testes rápidos enfileridas; exame é feito para detectar a covid-19 em pacientes (Foto: Kisie Ainoã/Arquivo)

Neste domingo, boletim epidemiológico da covid-19 não registrou mortes de pacientes moradores de Campo Grande. Isso não acontecia desde 18 de novembro do ano passado, quando também não houve registro.

Antes disso, sete outros dias do mesmo mês também não tiveram registros de óbitos de campo-grandenses. Novembro foi considerado um mês com expressiva redução de casos se comparado aos meses anteriores, mas que vieram a crescer exponencialmente, no mês seguinte, e superar o primeiro crescimento da doença no Estado.

Conforme o gráfico, elaborado pelo Campo Grande News com base em dados do Ministério da Saúde, Campo Grande teve um crescimento muito evidente nos meses de julho até outubro, aproximadamente.

Atualmente, em média, são 4.86 vítimas fatais por dia na cidade. Maior índice registrado foi em 25 de dezembro, quando eram 13.14 vítimas em 24 horas.

A média móvel (linha vermelha no gráfico), que calcula os registros diários de sete em sete dias, indica redução nos meses de janeiro e fevereiro, comparado ao que o pior mês da pandemia - dezembro - apresentou. Ainda assim, há um leve crescimento na metade deste mês.

Pandemia em queda? Boletim do mesmo dia da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) trouxe seis mortes pela doença de pacientes da Capital. Essa divergência se dá devido ao processo de envio de informações entre as autoridades de saúde.

Quando um paciente dá entrada em um hospital com sintomas, por exemplo, ele é notificado pela unidade à secretaria municipal de Saúde do município em questão, que fazem a compilação no fim do dia.

Somente depois disso, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) - responsável pelo boletim epidemiológico do Estado - compila esses dados e disponibiliza-os publicamente. Registros de infectados, óbitos e internados também passam por esses processos, que por vezes incluem também até a revisão do caso por meio de novos testes.

Conforme a pesquisa "Análise da subnotificação de COVID-19 no Brasil", feita por pesquisadores da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o não registro de casos não indica, necessariamente, arrefecimento da pandemia em um determinado local.

É importante ressaltar que no mesmo dia em que o boletim estadual não trouxe registros de novas vítimas, 131 novos casos foram inseridos de pacientes infectados pelo novo coronavírus em Campo Grande.

De acordo com o estudo, alguns critérios como a "demora entre a confirmação e desfecho" do estado de saúde dos pacientes têm de ser levados em conta para analisar o verdadeiro impacto da doença.

Estas taxas podem evidenciar a fragilidade dos números oficiais e ajudar os responsáveis por tomar decisões na avaliação de novas políticas e medidas para controle da pandemia".

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