Temporal deixa rastro de alagamentos em várias regiões da Capital
Mesmo com 4,8 mm de chuva, vias ficaram interditadas e carros ilhados
O temporal desta quinta-feira (19) alagou ruas e avenidas de Campo Grande, interditou trechos importantes e deixou veículos ilhados em vários bairros. A água subiu rapidamente após a chuva intensa, que entupiu bocas de lobo e fez o Lago do Amor transbordar em diferentes regiões da cidade.
RESUMO
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O temporal que atingiu Campo Grande nesta quinta-feira (19) causou diversos transtornos na cidade. O Lago do Amor transbordou, alagando a Avenida Senador Filinto Müller, enquanto várias ruas e avenidas ficaram intransitáveis devido ao acúmulo de água e bocas de lobo entupidas. Diversos veículos ficaram ilhados em pontos críticos, como na Avenida Conde de Boa Vista e na Avenida Guaicurus. O Inmet emitiu dois avisos meteorológicos para Mato Grosso do Sul, alertando sobre o risco de chuvas intensas e tempestades até o final do dia.
Entre os bairros Piratininga e Parati, a Avenida Senador Filinto Müller ficou alagada por causa de bocas de lobo entupidas. Um motorista de aplicativo que registrou a cena relatou medo de seguir pela via. “Estou com medo de rodar com o carro”, disse.
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Na Avenida Conde de Boa Vista, no Santa Emília, carros de passeio ficaram ilhados e até um caminhão teve dificuldade para atravessar o trecho. O Lago do Amor transbordou e interditou novamente a Avenida Senador Filinto Müller durante a noite. Vídeos mostram a pista coberta pela água do lago após o temporal.
Outro ponto crítico surgiu na Avenida Costa e Silva, em frente à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), onde parte da via ficou interditada no sentido Centro. Uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) esteve no local, mas não houve confirmação oficial de resgate. Mesmo assim, alguns veículos e ônibus se arriscaram a atravessar pela pista próxima ao canteiro central.
Na mesma região, a Avenida da Divisão alagou em trecho conhecido por acumular água em dias de chuva. Em poucos minutos, a água tomou a pista e nem um ônibus do Consórcio Guaicurus conseguiu atravessar.
A Avenida Guaicurus também registrou enxurrada no trecho próximo ao Museu José Antônio Pereira. A água cruzou a pista nos dois sentidos e causou congestionamento entre dois e três quilômetros, segundo moradores. Em um dos lados, o trânsito fluiu com dificuldade; no outro, motociclistas desceram para empurrar os veículos, já que a água se aproximou dos bancos.
Outros pontos afetados foram a Avenida Rita Vieira de Andrade, a Rua Catiguá, a Avenida José Nogueira Vieira, na região da Tiradentes, e a Rua Clevelândia, esquina com a Bromélia, no Aero Rancho. Há ainda registro de buraco aberto pela chuva na Rua Chaadi Scaff, no Bairro Itanhangá, entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa.
No Condomínio Arara Azul, na região da Tijuca, uma moradora relatou que a água invadiu a casa dela. Ela disse que conseguiu chegar a tempo de evitar prejuízo maior. Segundo o relato, moradores já enviaram ofícios à prefeitura e cobram solução para o problema de drenagem.
A estação meteorológica do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) instalada no Aeroporto de Campo Grande registrou 4,8 milímetros de chuva durante o temporal. Mesmo com o volume considerado baixo, houve alagamentos em diversos pontos da cidade.
O instituto mantém Mato Grosso do Sul sob dois avisos meteorológicos: um de perigo para chuvas intensas e outro de perigo para tempestade. Os alertas valem até as 23h59 desta quinta-feira.
O aviso de tempestade cobre as regiões leste, sudoeste, pantaneira e centro-norte do Estado. Já o alerta de chuvas intensas concentra-se principalmente na região norte.
O instituto orienta que moradores evitem se abrigar debaixo de árvores por causa do risco de queda e de descargas elétricas. Também recomenda não estacionar veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda, além de retirar aparelhos elétricos da tomada durante temporais.
Em caso de emergência, a Defesa Civil atende pelo telefone 190 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

