Bullying mais que dobra entre crianças de 5 a 9 anos em MS
Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta alta de 101,6% na taxa de registros em 2025

Os registros de bullying envolvendo crianças e adolescentes cresceram em Mato Grosso do Sul em 2025, primeiro ano completo após a entrada em vigor da lei que tipificou a prática como crime. Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) entre crianças de 5 a 9 anos, a taxa passou de 0,4 para 0,9 ocorrência por 100 mil habitantes, alta de 101,6% em relação ao ano anterior.
RESUMO
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Registros de bullying cresceram em Mato Grosso do Sul em 2025, primeiro ano após a Lei nº 14.811/2024 tipificar a prática como crime. Entre crianças de 5 a 9 anos, a taxa subiu 101,6%. No Brasil, foram 4.549 casos de bullying, alta de 68,2%, e 677 de cyberbullying, aumento de 61,4%. O crescimento é atribuído à consolidação da nova lei, que passou a influenciar registros policiais.
Nas faixas etárias seguintes, os índices também foram elevados. Entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos, MS registrou 8,8 ocorrências por 100 mil habitantes. Já entre adolescentes de 14 a 17 anos, a taxa foi de 7,6 registros por 100 mil habitantes.
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O Anuário destaca que a criminalização do bullying e do cyberbullying pela Lei nº 14.811/2024 passou a influenciar os registros policiais e que parte do aumento observado está relacionada à consolidação da nova tipificação penal.
Em todo o País, foram registrados 4.549 casos de bullying em 2025, aumento de 68,2% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o Brasil contabilizou 677 registros de cyberbullying, alta de 61,4%.
Em Mato Grosso do Sul, episódios de bullying têm chegado cada vez mais às delegacias e ao Judiciário. Em abril deste ano, o Campo Grande News mostrou que a prática deixou de ser tratada apenas como um problema disciplinar nas escolas e passou a resultar em registros policiais e ações judiciais após a entrada em vigor da nova legislação.
No mês anterior, o jornal também noticiou o caso de uma estudante de 16 anos com deficiência auditiva, que denunciou sofrer ofensas e ameaças em uma escola estadual de Campo Grande. Segundo a família, os episódios eram recorrentes e motivaram o registro de ocorrência na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
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