Idoso e cego, Edivaldo vai parar “na rua” após vender casa e levar calote
Sem receber os R$ 94 mil combinados pela negociação de imóvel, homem precisou recorrer a abrigo

Depois de vender a própria casa e não receber os R$ 94 mil combinados, Edivaldo Batista dos Santos, idoso com deficiência visual, ficou sem ter onde morar. Ele precisou voltar para Campo Grande para tentar recuperar o patrimônio e, enquanto busca uma solução na Justiça, encontrou abrigo na Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias 2 da Capital.
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Idoso com deficiência visual, Edivaldo Batista dos Santos vendeu sua casa e não recebeu os R$ 94 mil combinados, ficando sem moradia. Atendido pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, ele foi encaminhado a um abrigo em Campo Grande enquanto aguarda decisão judicial. O caso veio à tona durante mutirão do projeto Van dos Direitos, que atendeu cerca de 90 pessoas em situação de vulnerabilidade.
Edivaldo já estava no abrigo quando foi atendido pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, que já tomou as medidas judiciais necessárias para a retomada do imóvel.
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A história do idoso ganhou atenção durante um mutirão realizado no fim de semana passado. A ação do projeto Van dos Direitos foi organizada em referência ao Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua e reuniu diferentes serviços para quem vive ou está temporariamente acolhido. Cerca de 90 pessoas foram atendidas durante a mobilização.
Além da orientação jurídica, o mutirão ofereceu serviços como emissão de documentos e correção de registros civis. Também houve atendimentos nas áreas de saúde e assistência social, em parceria com órgãos municipais.
Para a defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, coordenadora do Nudedh (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos), reunir diferentes serviços no mesmo espaço facilita o acesso da população em situação de vulnerabilidade aos seus direitos. “Essa centralidade, onde você pode resolver a maioria dos problemas de uma vez só, é extremamente importante para um atendimento efetivo para quem precisa”, afirmou.
Agora, o idoso aguarda os desdobramentos do processo judicial para tentar recuperar o dinheiro ou a casa.

