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Política

Em ato na Afonso Pena, Riedel promete mobilização para eleger Flávio Bolsonaro

Governador afirmou que modelo adotado em Mato Grosso do Sul pode contribuir com projeto nacional

Por Anahi Zurutuza e Cassia Modena | 07/09/2026 18:29
Em ato na Afonso Pena, Riedel promete mobilização para eleger Flávio Bolsonaro
Governador Eduardo Riedel durante ato na Avenida Afonso Pena (Foto: Paulo Francis)

Manifestação de 7 de Setembro realizada em frente ao Bioparque Pantanal, nos altos da Avenida Afonso Pena, reuniu candidatos e lideranças da direita na tarde desta segunda-feira (7), em Campo Grande. Durante o ato, o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição pelo PP, afirmou que trabalhará para eleger Flávio Bolsonaro (PL) presidente da República.

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Manifestação do 7 de Setembro reuniu candidatos e lideranças da direita em Campo Grande, em frente ao Bioparque Pantanal. O governador Eduardo Riedel prometeu trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro à presidência. O ex-governador Reinaldo Azambuja e a senadora Tereza Cristina também discursaram, criticando o STF e o governo federal. O ato contou com bandeiraço e faixas contra o ministro Alexandre de Moraes.

Questionado sobre como Mato Grosso do Sul poderia contribuir com a candidatura presidencial, Riedel citou o modelo de gestão adotado no Estado e prometeu mobilizar apoiadores até o dia da eleição. “A gente tem um modelo de trabalho, um conteúdo programático, um plano de crescimento, de desenvolvimento, de educação e de inclusão. De que maneira a gente pode ajudar o Flávio? Primeiro, trabalhando pela eleição dele. Até 4 de outubro, mobilizando pessoas pela eleição do Flávio. Depois disso, participando diretamente de um projeto de País”, declarou.

Riedel criticou a condução das políticas públicas nacionais e afirmou que o Brasil não possui uma agenda estruturada de desenvolvimento. Segundo ele, decisões tomadas às pressas e com interesses eleitorais aumentam a insegurança institucional e jurídica. “A gente tem visto política pública de afogadilho, em cima da hora e, muitas vezes, com interesses eleitorais, dentro de uma relação fragilizada do ponto de vista institucional”, disse.

O governador acrescentou que a insegurança jurídica prejudica o crescimento econômico e a atração de investimentos. Para ele, Mato Grosso do Sul recebe capital estrangeiro por oferecer previsibilidade, credibilidade e respeito aos contratos.

Riedel também defendeu a mobilização em favor dos candidatos de centro-direita às bancadas estadual e federal. “É um movimento político para ressaltar os candidatos dessa frente e reafirmar o nosso compromisso com essa agenda que queremos ver para o Brasil nos próximos anos”, completou.

Em ato na Afonso Pena, Riedel promete mobilização para eleger Flávio Bolsonaro
Manifestantes em frente ao trio elétrico para discursos (Foto: Paulo Francis)

Candidato ao Senado pelo PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja também apresentou Mato Grosso do Sul como exemplo de unidade política. No discurso, defendeu a reeleição de Riedel, a ampliação das bancadas de direita e a eleição de Flávio Bolsonaro. “A eleição mais importante para livrar o Brasil da ditadura é a do presidente Flávio Bolsonaro. Essa é a eleição que pode libertar o Brasil dessa ditadura que hoje está imposta a todos nós”, afirmou Azambuja.

A senadora Tereza Cristina, do PP, concentrou o discurso na composição do Senado e nas críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal). Ela afirmou que o País enfrenta uma grave crise institucional e cobrou do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a divulgação de denúncias, sem detalhar a quais casos se referia. “O povo brasileiro precisa tomar conhecimento, e nós precisamos apoiar o ministro André Mendonça. É homem de bem, homem que não tem medo, e querem tirar a relatoria da mão dele. Isso não pode acontecer”, declarou.

Em ato na Afonso Pena, Riedel promete mobilização para eleger Flávio Bolsonaro
Ex-governador Reinaldo Azambuja também discursou durante o protesto (Foto: Paulo Francis)

Também candidato ao Senado pelo PL, Renan Contar, conhecido como Capitão Contar, afirmou que a disputa eleitoral está dividida entre dois lados. Ele criticou o governo federal e disse que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitiria a indicação de quatro ministros para o STF. “Ou se fica com o que está aí, com roubalheira, escândalos de corrupção e pessoas endividadas e passando fome, ou estamos do lado de quem quer um país livre, democrático e com as instituições funcionando”, discursou.

Entre os participantes estava a aposentada Lucineia Estácio, de 67 anos, que acompanhava o ato ao lado do marido. “Estamos aqui para fazer nosso dever como patriotas, pela família, pelo agro, pela produção, pela geração de empregos e pela segurança. Queremos um país melhor”, afirmou.

O servidor público Israel Ferreira, de 46 anos, participou da motociata que seguiu até o ponto, em frente ao Parque das Nações Indígenas. Ele defendeu mudanças nas regras aplicadas aos ministros do Supremo e uma reforma política. “Vivemos um momento de insegurança jurídica, instabilidade econômica e fuga de capital, com muitas empresas fechando ou indo embora do País. O sistema que está posto hoje, tanto no Executivo quanto no Judiciário, não pode continuar”, disse.

O ato começou por volta das 16h, com um trio elétrico estacionado em frente ao Bioparque. Os manifestantes fizeram bandeiraço e exibiram faixas com a frase “Fora, Moraes!”. O movimento provocou um pouco de lentidão no trânsito da Avenida Afonso Pena.