Em ato na Afonso Pena, Riedel promete mobilização para eleger Flávio Bolsonaro
Governador afirmou que modelo adotado em Mato Grosso do Sul pode contribuir com projeto nacional
Manifestação de 7 de Setembro realizada em frente ao Bioparque Pantanal, nos altos da Avenida Afonso Pena, reuniu candidatos e lideranças da direita na tarde desta segunda-feira (7), em Campo Grande. Durante o ato, o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição pelo PP, afirmou que trabalhará para eleger Flávio Bolsonaro (PL) presidente da República.
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Questionado sobre como Mato Grosso do Sul poderia contribuir com a candidatura presidencial, Riedel citou o modelo de gestão adotado no Estado e prometeu mobilizar apoiadores até o dia da eleição. “A gente tem um modelo de trabalho, um conteúdo programático, um plano de crescimento, de desenvolvimento, de educação e de inclusão. De que maneira a gente pode ajudar o Flávio? Primeiro, trabalhando pela eleição dele. Até 4 de outubro, mobilizando pessoas pela eleição do Flávio. Depois disso, participando diretamente de um projeto de País”, declarou.
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Riedel criticou a condução das políticas públicas nacionais e afirmou que o Brasil não possui uma agenda estruturada de desenvolvimento. Segundo ele, decisões tomadas às pressas e com interesses eleitorais aumentam a insegurança institucional e jurídica. “A gente tem visto política pública de afogadilho, em cima da hora e, muitas vezes, com interesses eleitorais, dentro de uma relação fragilizada do ponto de vista institucional”, disse.
O governador acrescentou que a insegurança jurídica prejudica o crescimento econômico e a atração de investimentos. Para ele, Mato Grosso do Sul recebe capital estrangeiro por oferecer previsibilidade, credibilidade e respeito aos contratos.
Riedel também defendeu a mobilização em favor dos candidatos de centro-direita às bancadas estadual e federal. “É um movimento político para ressaltar os candidatos dessa frente e reafirmar o nosso compromisso com essa agenda que queremos ver para o Brasil nos próximos anos”, completou.
Candidato ao Senado pelo PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja também apresentou Mato Grosso do Sul como exemplo de unidade política. No discurso, defendeu a reeleição de Riedel, a ampliação das bancadas de direita e a eleição de Flávio Bolsonaro. “A eleição mais importante para livrar o Brasil da ditadura é a do presidente Flávio Bolsonaro. Essa é a eleição que pode libertar o Brasil dessa ditadura que hoje está imposta a todos nós”, afirmou Azambuja.
A senadora Tereza Cristina, do PP, concentrou o discurso na composição do Senado e nas críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal). Ela afirmou que o País enfrenta uma grave crise institucional e cobrou do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a divulgação de denúncias, sem detalhar a quais casos se referia. “O povo brasileiro precisa tomar conhecimento, e nós precisamos apoiar o ministro André Mendonça. É homem de bem, homem que não tem medo, e querem tirar a relatoria da mão dele. Isso não pode acontecer”, declarou.
Também candidato ao Senado pelo PL, Renan Contar, conhecido como Capitão Contar, afirmou que a disputa eleitoral está dividida entre dois lados. Ele criticou o governo federal e disse que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitiria a indicação de quatro ministros para o STF. “Ou se fica com o que está aí, com roubalheira, escândalos de corrupção e pessoas endividadas e passando fome, ou estamos do lado de quem quer um país livre, democrático e com as instituições funcionando”, discursou.
Entre os participantes estava a aposentada Lucineia Estácio, de 67 anos, que acompanhava o ato ao lado do marido. “Estamos aqui para fazer nosso dever como patriotas, pela família, pelo agro, pela produção, pela geração de empregos e pela segurança. Queremos um país melhor”, afirmou.
O servidor público Israel Ferreira, de 46 anos, participou da motociata que seguiu até o ponto, em frente ao Parque das Nações Indígenas. Ele defendeu mudanças nas regras aplicadas aos ministros do Supremo e uma reforma política. “Vivemos um momento de insegurança jurídica, instabilidade econômica e fuga de capital, com muitas empresas fechando ou indo embora do País. O sistema que está posto hoje, tanto no Executivo quanto no Judiciário, não pode continuar”, disse.
O ato começou por volta das 16h, com um trio elétrico estacionado em frente ao Bioparque. Os manifestantes fizeram bandeiraço e exibiram faixas com a frase “Fora, Moraes!”. O movimento provocou um pouco de lentidão no trânsito da Avenida Afonso Pena.




